Escrita e pensamento

Há alguns anos li a obra Oralidade e Cultura Escrita, de Walter Ong, à qual tenho retornado com certa frequência.

A obra, como o próprio nome declara, faz uma análise comparativa entre a cultura oral e a cultura escrita.
O capítulo 4, chamado ‘A escrita reestrutura a consciência’, de certa forma diz muito sobre o que espero deste blog. Cito um trecho:
“A escrita, em seu sentido comum, foi e é a mais importante de todas as invenções humanas. Não é um mero apêndice da fala. Em virtude de mover a fala do mundo oral-auricular para um novo mundo sensorial, o da visão, ela transforma tanto a fala quanto o pensamento.” (p.100)
E mais:
“Dizer que a escrita é artificial não é condená-la, mas elogiá-la. Como outras criações artificiais, e, na verdade, mais do que qualquer outra, ela é inestimável e de fato fundamental para a realização de potenciais humanos mais elevados, interiores. As tecnologias não constituem meros auxílios exteriores, mas, sim, transformações interiores da consciência, e mais ainda quando afeitas à palavra. [...] A escrita aumenta a consciência.” (p.98)
Ao se propriar da escrita, portanto, a pessoa descobre novas formas de organizar seu arcabouço cognitivo.
Entre outras coisas, isso faz pensar no crime que é cometido toda vez que uma criança sai da escola com um diploma, mas é incapaz de escrever uma mensagem minimamente inteligível. Ela será privada de se apropriar do poder da escrita, que lhe garantiria o direito de reivindicar seu status de cidadã.Há alguns anos li a obra Oralidade e cultura escrita, de Walter Ong, à qual tenho retornado com certa frequência.
A obra, como o próprio nome declara, faz uma análise comparativa entre a cultura oral e a cultura escrita.
O capítulo 4, chamado ‘A escrita reestrutura a consciência’, de certa forma diz muito sobre o que espero deste blog. Cito um trecho:
“A escrita, em seu sentido comum, foi e é a mais importante de todas as invenções humanas. Não é um mero apêndice da fala. Em virtude de mover a fala do mundo oral-auricular para um novo mundo sensorial, o da visão, ela transforma tanto a fala quanto o pensamento.” (p.100)
E mais:
“Dizer que a escrita é artificial não é condená-la, mas elogiá-la. Como outras criações artificiais, e, na verdade, mais do que qualquer outra, ela é inestimável e de fato fundamental para a realização de potenciais humanos mais elevados, interiores. As tecnologias não constituem meros auxílios exteriores, mas, sim, transformações interiores da consciência, e mais ainda quando afeitas à palavra. [...] A escrita aumenta a consciência.” (p.98)
Ao se propriar da escrita, portanto, a pessoa descobre novas formas de organizar seu arcabouço cognitivo.
Entre outras coisas, isso faz pensar no crime que é cometido toda vez que uma criança sai da escola com um diploma, mas é incapaz de escrever uma mensagem minimamente inteligível. Ela será privada de se apropriar do poder da escrita, que lhe garantiria o direito de reivindicar seu status de cidadã.Há alguns anos li a obra Oralidade e cultura escrita, de Walter Ong, à qual tenho retornado com certa frequência.
A obra, como o próprio nome declara, faz uma análise comparativa entre a cultura oral e a cultura escrita.
O capítulo 4, chamado ‘A escrita reestrutura a consciência’, de certa forma diz muito sobre o que espero deste blog. Cito um trecho:
“A escrita, em seu sentido comum, foi e é a mais importante de todas as invenções humanas. Não é um mero apêndice da fala. Em virtude de mover a fala do mundo oral-auricular para um novo mundo sensorial, o da visão, ela transforma tanto a fala quanto o pensamento.” (p.100)
E mais:
“Dizer que a escrita é artificial não é condená-la, mas elogiá-la. Como outras criações artificiais, e, na verdade, mais do que qualquer outra, ela é inestimável e de fato fundamental para a realização de potenciais humanos mais elevados, interiores. As tecnologias não constituem meros auxílios exteriores, mas, sim, transformações interiores da consciência, e mais ainda quando afeitas à palavra. [...] A escrita aumenta a consciência.” (p.98)
Ao se propriar da escrita, portanto, a pessoa descobre novas formas de organizar seu arcabouço cognitivo.
Entre outras coisas, isso faz pensar no crime que é cometido toda vez que uma criança sai da escola com um diploma, mas é incapaz de escrever uma mensagem minimamente inteligível. Ela será privada de se apropriar do poder da escrita, que lhe garantiria o direito de reivindicar seu status de cidadã.

A obra, como o próprio nome declara, faz uma análise comparativa entre a cultura oral e a cultura escrita.

O capítulo 4, chamado ‘A escrita reestrutura a consciência’, de certa forma diz muito sobre o que espero deste blog. Cito um trecho:

“A escrita, em seu sentido comum, foi e é a mais importante de todas as invenções humanas. Não é um mero apêndice da fala. Em virtude de mover a fala do mundo oral-auricular para um novo mundo sensorial, o da visão, ela transforma tanto a fala quanto o pensamento.” (p.100)

E mais:

“Dizer que a escrita é artificial não é condená-la, mas elogiá-la. Como outras criações artificiais, e, na verdade, mais do que qualquer outra, ela é inestimável e de fato fundamental para a realização de potenciais humanos mais elevados, interiores. As tecnologias não constituem meros auxílios exteriores, mas, sim, transformações interiores da consciência, e mais ainda quando afeitas à palavra. [...] A escrita aumenta a consciência.” (p.98)

Ao se propriar da escrita, portanto, a pessoa descobre novas formas de organizar seu arcabouço cognitivo.

Entre outras coisas, isso faz pensar no crime que é cometido toda vez que uma criança sai da escola com um diploma, mas é incapaz de escrever uma mensagem minimamente inteligível. Ela será privada de se apropriar do poder da escrita, que lhe garantiria o direito de reivindicar seu status de cidadã.

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3 Comentários

  • By Carlos Nepomuceno, 22 de Julho de 2009 @ 11:34

    JPaulo,

    algumas coisas sobre o tema:

    1- escrever é limpar a mente. E mudá-la, pois são dois verbos, ter a idéia e lapidá-la com a escrita.

    (Por isso me soa tão estranho o depoimento do Lévy sobre textos efêmeros.)

    2- pensar é apenas pensar, ou como diz Raul: “sonho que se sonha só é apenas um sonho que se sonha só”.

    3- o Saramargo disse ontem que se escreve em blogs mais e mais e mal. Mas será?

    O tempo da escrita só melhora o salão mental.

    Depois do blog, saltei de um quarto de empregada e fui para um salão de festas.

    O livro que você fala está esgotado. Não tem nem na estante.

    Vamos articular algo por email?

    Quem discute algo do gênero e sugiro que você o siga é o professor Aldo Barreto, que tem vários textos sobre esse impacto das tecnologias na consciência, é o foco dele.

    http://avoantes.blogspot.com/

    Continuemos o diálogo.

    abraços,

    Nepô.

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  • By José Paulo, 22 de Julho de 2009 @ 13:39

    Oi, Nepô.

    Obrigado por pensar essas questões comigo.

    1 – Acho que escrever pode ser, sim, uma forma de fazer um download de algo para um espaço de trabalho mais ‘permanente’.
    2 – Acho que vamos ter de fazer um passeio por Vygotsky: a interação com o outro nos permite fazer saltos de desenvolvimento para além do que seria esperado nas etapas de desenvolvimento já ‘programadas’: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lev_Vygotsky
    3 – Não sei por que, mas não gosto de Saramago. Espero que um fã dele não queira me trucidar por isso. :-) Mas, já que se escreve cada vez mais, não seria esse fato relevante em si mesmo?! Se a escrita de fato reestruturar a mente, muitas mentes poderão ter a possibilidade de descobrir potenciais até então inexplorados.

    O livro está esgotado? Está parcialmente disponível para exploração no Google Books: http://books.google.com.br/books?id=q6qIHSeGgGQC&printsec=frontcover&dq=walter+ong+orality

    Vou visitar o blog recomendado.

    Obrigadão!

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  • By brianna, 20 de Agosto de 2009 @ 10:29

    criei um blog a pouco tmp ando a ler blogs similares e a percebr cm funciona este mundo. li este e gstaria ke konsultassem o meu e deixaxem um feed back obgada http://22brianna.blogspot.com/ acessem

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