Redes sociais e aprendizagem 1
Don Taylor publicou um post no Training Zone intitulado Social media: The natural way of learning que vale uma reflexão.
Ele começa a exposição de ideias pela constatação de que as mídias sociais (prefiro redes sociais), graças ao bom e velho boca-a-boca de que já falava Negroponte, subverteram o marketing.
O pulo do gato do autor é a proposta de que as redes sejam usadas também para promoção de aprendizagem. Não que elas venham a substituir os treinamentos tradicionais (presenciais ou a distância), mas poderão favorecer a aprendizagem que já costuma ocorrer nas interações cotidianas pelo compartilhamento de informações – a forma mais natural de aprender, segundo o autor.
Mas o uso de blogs, wikis e microblogs para promover aprendizagem tem um custo que não envolve necessariamente a tecnologia: o de criar e manter uma cultura favorável à comunicação, à colaboração, mas que seja também ‘intelectualmente rigorosa, aberta e honesta’.
Taylor então apresenta os 3 passos propostos por David Armano para criação de redes sociais:
- Semear: Escolher as pessoas certas para criar a cultura certa, ou seja, pessoas respeitadas, ativas, envolvidas.
- Adubar: Usar ferramentas que garantam um fluxo constante de conteúdos e ideias frescas para comentário.
- Podar: Remover discussões, perfis, imagens e dados abandonados que só atravancam o ambiente e dificultam o acesso às informações que as pessoas desejam.
Taylor conclui afirmando que apenas em raros casos as redes sociais não podem ser usadas na promoção da aprendizagem: nos contextos em que a informação precisa ser mantida em sigilo por conta de questões legais.
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