Twitter e o futuro da inovação

A matéria de Steven Johnson na Time traz uma análise interessante sobre o movimento de inovação desencadeado pelo Twitter, um movimento que vem ajudando a transformar a própria ferramenta.

O autor explica que o Twitter representa uma nova forma de mídia pelo fato de o perfil de cada usuário poder agregar conteúdos (os posts) de usuários que por ele são seguidos, o que pode incluir tanto conhecidos quanto desconhecidos e até celebridades.

Essa possibilidade de fusão de conteúdos tem consequências até então inéditas nas redes sociais:

  • Torna públicas conversas privadas de seguidos cujos perfis são do interesse do usuário, mesmo que não sejam de pessoas em seu círculo de relacionamento;
  • Cria a ilusão de que ‘pessoas comuns’ e celebridades circulam no mesmo ambiente e estão submetidas às mesmas regras de relacionamento/interação.

Johnson também descreve as inovações desenvolvidas pelos próprios usuários da ferramenta:

  • Superação do limite de 140 caracteres pela transformação do serviço de comunicação em serviço de conexão pela inclusão de links para outros locais da Web onde um conteúdo mais extenso poderá ser encontrado;
  • Envio de mensagens para destinatários com uso do @;
  • Agrupamento de tópicos ou eventos por meio de # (hashtag).

Essa forma de inovação (incremental, que aperfeiçoa as funções de um produto) pelo usuário é, para o autor, indicativa da forma como se inovará a partir de agora, visto que as inovações radicais (invenções, quebras de paradigma), propostas por PhDs, vêm-se tornando cada vez mais raras.

Outro ponto interessante, que ressalto, é a possibilidade de que o Twitter venha um dia a desbancar o gigante das buscas.

Desenvolverei essa ideia no próximo post.

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