Governo Eletrônico 2.0

A McKinsey publicou um artigo de Baumgarten e Chui em que aborda os obstáculos ao sucesso das iniciativas de governo eletrônico. Embora o foco sejam iniciativas dos Estados Unidos, eles alertam que as questões relevantes podem ser aplicáveis a qualquer país, portanto precisamos saber o que eles têm a dizer.

Para os autores três fatores limitam o sucesso das iniciativas de governo eletrônico:

  1. Práticas de governança confusas e ineficientes, traduzindo-se, por exemplo, em serviços web de um mesmo órgão não consolidados em um portal único, o que obriga os cidadãos a ter múltiplos perfis de usuário em sites diferentes;
  2. Carência de profissionais técnicos qualificados para desenvolver e aperfeiçoar os serviços;
  3. Dificuldade para adoção do paradigma 2.0 mesmo em órgãos que já superaram as limitações anteriores, principalmente por causa de preocupações com segurança.

A superação dos fatores 1 e 2, para Baumgarten e Chui, facilita a superação do fator 3, o qual exige também uma radical mudança de perspectiva no sentido de considerar cidadãos, empresas e outros órgãos de governo como parceiros na criação de novos serviços e de conteúdo relevante.

O sucesso dependerá de uma estrutura de gestão bem organizada, tecnicamente capacitada e apoiada por informações (não suposições) que permitam a tomada de decisão.

Os autores citam alguns casos de sucesso, dentre os quais o Apps for Democracy de Washington DC, que economizou milhares de dólares graças ao desenvolvimento de serviços web por cidadãos com benefícios para a própria comunidade local.

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