eGov Brasileiro começa a ser 2.0?

Desde o dia 7 de agosto, o Ministério da Educação vem usando o Twitter para divulgar notícias e informações publicadas em seu portal, “além de links para vídeos publicitários, institucionais, transmissões ao vivo da TV MEC e atualizações da Rede de Comunicadores da Educação”.

A iniciativa demonstra que o ‘eGov brasileiro’ parece estar antenado às novas tendências da comunicação entre instituições e o público, afinal o Twitter tem tido um crescimento significativo em nosso país e com uma base de usuários cujo perfil é de formadores de opinião.

Mas, se o Ministério ficar restrito à divulgação à la broadcasting unilateral, o melhor da ferramenta não terá sido explorado: a possibilidade de criar redes de educadores dispostos a colaborar e divulgar boas práticas que deveriam ser conhecidas em todo o país.

A iniciativa é estimulante, mas precisa ser explorada de forma menos tímida.

VN:F [1.9.5_1105]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)
VN:F [1.9.5_1105]
Rating: 0 (from 0 votes)

Há valor nas redes!

Pesquisa da Wetpaint e do Altimeter Group sugere que as maiores marcas do mundo vêm percebendo valor ao se engajar nas redes sociais.

A pesquisa correlaciona desempenho financeiro com amplitude e profundidade no uso de blogs, Facebook, YouTube e Twitter, entre outras redes, mas não permite de fato enxergar uma relação causal.

De qualquer forma, o resultado dessa pesquisa precisa ser considerado e aqui vai um resumo:

  • Foram consultadas as empresas detentoras das 100 marcas mais importantes, segundo a edição de 2008 da Best Global Brands da Businessweek/Interbrand;
  • Avaliaram-se tanto a amplitude (quantidade de redes sociais empregadas) quanto a profundidade ou engajamento (mais do que apenas presença nas redes, significa a interação real e frequente, o estímulo a discussões e disposição de responder);
  • Descobriu-se que o aumento de amplitude acelera o engajamento devido ao efeito aprendizagem que se transfere do uso de uma rede para a adoção de outras, mesmo sabendo-se que as redes exigem estratégias diferentes;
  • Descobriu-se que o engajamento difere em função da indústria e também dentro de uma mesma indústria.

A pesquisa evidenciou que existem quatro perfis de adoção de redes sociais:

  1. Maven: Altamente engajada em 7 ou mais redes;
  2. Butterfly: Fracamente engajada em 7 ou mais redes;
  3. Selective: Altamente engajada em, no máximo, 6 redes;
  4. Wallflower: Fracamente engajada em, no máximo, 6 redes.

Mavens, as especialistas, têm uma estratégia forte e equipe dedicada às redes, pois reconhecem que elas representam sua força no mercado. As butterflies enfrentam problemas internos para provar o valor da maioramplitude no uso das redes sociais. Nas selectives, o problema tem a ver com o tamanho das equipes dedicadas, geralmente muito pequenas. As wallflowers ainda estão mapeando o terreno, por isso adotam a estratégia de começar pequeno para minimizar riscos.

VN:F [1.9.5_1105]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)
VN:F [1.9.5_1105]
Rating: 0 (from 0 votes)

Governo Eletrônico 2.0

A McKinsey publicou um artigo de Baumgarten e Chui em que aborda os obstáculos ao sucesso das iniciativas de governo eletrônico. Embora o foco sejam iniciativas dos Estados Unidos, eles alertam que as questões relevantes podem ser aplicáveis a qualquer país, portanto precisamos saber o que eles têm a dizer.

Para os autores três fatores limitam o sucesso das iniciativas de governo eletrônico:

  1. Práticas de governança confusas e ineficientes, traduzindo-se, por exemplo, em serviços web de um mesmo órgão não consolidados em um portal único, o que obriga os cidadãos a ter múltiplos perfis de usuário em sites diferentes;
  2. Carência de profissionais técnicos qualificados para desenvolver e aperfeiçoar os serviços;
  3. Dificuldade para adoção do paradigma 2.0 mesmo em órgãos que já superaram as limitações anteriores, principalmente por causa de preocupações com segurança.

A superação dos fatores 1 e 2, para Baumgarten e Chui, facilita a superação do fator 3, o qual exige também uma radical mudança de perspectiva no sentido de considerar cidadãos, empresas e outros órgãos de governo como parceiros na criação de novos serviços e de conteúdo relevante.

O sucesso dependerá de uma estrutura de gestão bem organizada, tecnicamente capacitada e apoiada por informações (não suposições) que permitam a tomada de decisão.

Os autores citam alguns casos de sucesso, dentre os quais o Apps for Democracy de Washington DC, que economizou milhares de dólares graças ao desenvolvimento de serviços web por cidadãos com benefícios para a própria comunidade local.

VN:F [1.9.5_1105]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)
VN:F [1.9.5_1105]
Rating: 0 (from 0 votes)

Nielsen e as Intranets 2.0

A coluna mais recente de Jakob Nielsen aborda a inclusão de ferramentas de suporte às redes sociais nas intranets corporativas.

Nielsen afirma que a inclusão das ferramentas, mesmo que encontrando resistência de algumas empresas, é esperado devido à entrada da Geração Y no mercado de trabalho. Os jovens dessa geração já estão acostumados a usar essas ferramentas (YouTube, Wikipedia, Facebook, Twitter, blogs) na vida cotidiana, logo deverão esperar encontrar essas ferramentas também nas empresas onde trabalharem.

Nielsen alerta que o processo não se restringe à adoção de ferramentas – não importa quais -, mas deve ser encarado como a busca de uma solução para uma demanda do negócio e que cada empresa terá necessidade de uma ou/e outra ferramenta, mas não de todas.

Ele relaciona, enfim, alguns fatores interessantes como resultado de uma pesquisa envolvendo 14 empresas, de 6 países, que já têm Intranets 2.0:

  1. A Intranet 2.0 costuma surgir e crescer na empresa como uma iniciativa ‘sem patrocínio’ até que demonstre seu valor à alta hierarquia;
  2. A alta hierarquia raramente tem entre seus membros representantes da Geração Y, portanto são os empregados da ponta os que aderem mais facilmente e ‘levantam a bandeira’;
  3. As comunidades formadas por meio dessas ferramentas costumam ser ‘autopoliciadas’, dispensando medidas de segurança drásticas. Basta que haja algum treinamento sobre a conduta apropriada e que não se permita o anonimato;
  4. A Intranet 2.0 tem a ver com a comunicação, mas também com negócios, portanto é necessário que alguém fique oficialmente responsável por garantir que os produtos dessa comunicação retroalimentem as áreas de negócio;
  5. As ferramentas devem ser integradas de forma natural aos recursos de Intranet já existentes, de forma que os empregados não precisem ter informações duplicadas em diferentes ambientes.

A implantação de uma Intranet 2.0 não é um processo simples nem tampouco rápido e depende muito da cultura da empresa. Naquelas em que os empregados percebem que a informação tem mais valor quando é guardada, uma iniciativa dessa natureza pode resultar em fracasso.

VN:F [1.9.5_1105]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)
VN:F [1.9.5_1105]
Rating: +1 (from 1 vote)

Ainda em resposta ao Culto do Amador

O vídeo de casamento de Jill e Kevin foi postado no YouTube e se tornou um sucesso de audiência (14.728.141 exibições até hoje).

Não fosse o vídeo interessante em si pela alegria do casal e dos presentes à cerimônia, ele também é interessante porque mostra que nem tudo no argumento de Andrew Keen sobre as redes sociais estarem matando nossa cultura, economia e valores está correto – se é que há, de fato, algo correto nos argumentos dele.

O fato é que a música dançante que toca na cerimônia (Forever) é de Chris Brown e, muito provavelmente, não teve sua execução autorizada para aquele tipo de evento.

A gravadora poderia ter exigido que o YouTube removesse o vídeo por uso não-autorizado de material protegido por direitos autorais.

Mas ela não fez isso. Ela simplesmente acrescentou uma camada de anúncio sobre o vídeo – uma funcionalidade recente no YouTube – com links para vender a canção na Amazon e na iTunes. O sucesso da iniciativa não demorou a aparecer e superou resultados esperados.

Nada mal para uma tecnologia que ‘incentiva amadores a burlar direitos autorais’. A gravadora de Chris Brown, pelo menos, viu valor nela.

OBS.: Post baseado em matéria de Jay Rosen no Open Salon.

VN:F [1.9.5_1105]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)
VN:F [1.9.5_1105]
Rating: 0 (from 0 votes)