Aprenda no YouTube
Cursos em vídeo não são novidade, mas quando são oferecidos de graça no YouTube, ferramenta das mais populares, pode valer a pena dar uma olhada.
Pelo menos é o que sugere o caderno Megazine, do Jornal O Globo.
Cursos em vídeo não são novidade, mas quando são oferecidos de graça no YouTube, ferramenta das mais populares, pode valer a pena dar uma olhada.
Pelo menos é o que sugere o caderno Megazine, do Jornal O Globo.
Já não é novidade que as empresas vêm pesquisando as redes sociais em busca de informações sobre os candidatos às vagas que oferecem. O percentual é até bastante alto: 45%, segundo resultado de uma pesquisa do CareerBuilder feita com 2.667 gerentes de contratação e profissionais de RH americanos entre maio e junho deste ano.
Esse percentual é mais alto do que o do ano anterior (22%) e parece que tende a aumentar, visto que 11% dos pesquisados afirmaram que pretendem passar a usar as redes sociais como fonte de consulta sobre os potenciais candidatos às suas vagas.
As redes mais exploradas com esse fim são o Facebook (26%) e o LinkedIn (21%), com o Twitter vindo bem atrás com apenas 7% de preferência.
Ainda que aparentemente não tenha conquistado status como ferramenta de consulta, é na divulgação de vagas de emprego que o Twitter parece despontar. É crescente o número de empresas – principalmente da indústria de tecnologia de informação – que divulga a abertura de vagas por meio dessa rede.
Além de ser uma forma mais barata de divulgar as vagas – em comparação com as agências e grandes sites -, o Twitter traz para as empresas uma imagem de vanguardismo que as aproxima dos candidatos de perfil desejável, os quais, em sua maioria, são familiarizados com as redes sociais.
Dois dos recursos mais úteis do Twitter – o @ para sinalizar destinatário e o RT para indicar retransmissão de mensagem – foram criados pelos usuários. Trata-se de casos explícitos de inovações surgidas a partir das necessidades de uma comunidade.
O @ foi claramente uma adaptação a partir do uso que se faz desse símbolo na comunicação via e-mail. Quanto ao RT, parece ter sido apenas uma convenção a partir do neologismo retweet (retuitar).
O fato é que a ferramenta acabou adotando essas inovações. Mas, em breve, ela incorporará o RT de forma ainda mais explícita, automatizando seu uso. Esse inovação incremental será implantada por causa das confusões ainda existentes quanto à sintaxe correta no uso do RT, a saber: RT @nomedousuário mensagem.
Uma notícia veiculada na semana anterior dava a entender que os usuários do Facebook estavam em vantagem em relação aos do Twitter no quesito aumento da inteligência. O resumo era mais ou menos assim: os usuários do Twitter estão emburrecendo.
A explicação aparentemente estaria nos resultados dos estudos da psicóloga britânica Tracy Alloway, que investiga a memória ativa, responsável pela capacidade de reter e utilizar informações.
A culpa pelo ‘efeito twitter’ estaria na curta extensão das mensagens que a ferramenta permite, as quais são limitadas a 140 caracteres. Os fluxos breves de informação supostamente reduziriam a atenção e impediriam a formação de conexões entre os neurônios.
Tudo isso soa exagerado se considerarmos que o Twitter não costuma ser a única mídia social de um usuário, como comprovaram as pesquisadoras Raquel Recuero e Gabriela Zago. Elas descobriram que 77% dos participantes de sua pesquisa tinham blog próprio além de perfil no Twitter.
Raquel e Gabriela argumentaram que esse fato poderia ser explicado pela dinâmica Twitter-blog: no Twitter, o usuário obtém conteúdos para elaborar no seu blog pessoal por meio de posts, e esses posts são, por sua vez, divulgados no Twitter. O Twitter, portanto, funciona tanto como uma ferramenta de filtragem social quanto de divulgação.
Considerando as limitações do Twitter, a divulgação de posts do blog exigirá do usuário um esforço de concisão que não pode ser considerado limitante, muito pelo contrário.
Ainda é cedo para criticar os resultados da pesquisa de Tracy Alloway, principalmente porque, conforme ela me declarou em contato por e-mail, ainda é preciso coletar mais dados.
Em sua coluna de hoje na Revista Digital do Jornal O Globo, Cora Rónai discute a possibilidade de os blogs estarem perdendo terreno para redes sociais como o Facebook.
Isso me fez pensar se o que estaria ocorrendo não seria uma transformação na natureza dessa ferramenta: de Comunicação Mediada por Computador (CMC) para Publicação Mediada por Computador (PMC).
Já abordei esse assunto antes, mas a leitura da coluna me fez pensar no assunto.
Aproveitei para deixar o comentário abaixo no blog de Cora.
O que será que ela vai dizer?
Oi, Cora.
Acho que seu pensamento reforça uma impressão que tenho: os blogs estão se tornando uma ferramenta para Publicação Mediada por Computador (PMC), uma publicação libertadora, claro, porque não submetida à censura de um Editor – mas ainda sujeitos à crítica de milhares de editores.
O Twitter, mesmo chamado de microblog, não parece ter a mesma natureza: é uma ferramenta de Comunicação Mediada por Computador (CMC) por excelência até mesmo por sua natureza ‘mestiça’: sua lógica de funcionamento é a do torpedo, os usuários inovaram ao adotar uma convenção do e-mail (@perfil) e ele vem permitindo às pessoas comunicar-se com fins os mais diversos.
Ou será que estou errado?
Abraço,
José Paulo
Ao evoluir para PMC, os blogs conquistam uma estabilidade que favorece sua apropriação para fins mais institucionais, mais ‘sisudos’ e menos interativos. É o que ocorre, por exemplo, com o Blog do Planalto, que, neste momento, se destina apenas a transmitir a visão dos seus gestores e não a propiciar um diálogo.
O Twitter, ao contrário, é CMC ‘radical’, pois elimina hierarquias (pode-se seguir/postar para um amigo, um astro de Hollywood, um filósofo contemporâneo), permite desde o diálogo um-para-um até o broadcasting um-para-muitos, favorece tradicional boca a boca e, literalmente, dá voz a quem tem a voz silenciada em outras mídias mais tradicionais.