Facebookicídio?

Duas matérias recentes sobre o Facebook chamaram minha atenção.

Na primeira, publicada no New York Times, fala-se em um pequeno, mas significativo, ‘êxodo’ de usuários, não obstante os 87,7 milhões de visitantes que a rede social recebeu nos Estados Unidos apenas em julho. A razão, segundo a matéria, está na constatação de que há interesses comerciais por trás da ferramenta.

Eu pergunto: mas isso não é óbvio? Todas as mídias 2.0 que hoje permitem acesso gratuito estão em busca de um modelo de negócios que lhes dê retorno. Assim é com o YouTube e assim também será com o Facebook. A questão é que deve haver um contrato claro que ofereça aos usuários garantias de que sua privacidade seja preservada quando eles assim o desejarem.

O que eu chamo de ‘Facebookicídio’ já ocorreu há alguns anos com o Google no Brasil, mas por razões diferentes, como descrevi em um artigo.

A segunda matéria, publicada no Wall Street Journal, explica por que o Facebook ‘mata’ as amizades. Segundo Liz Bernstein, as pessoas hoje dizem que estão muito ocupadas para encontrar os amigos e mesmo para pegar o telefone e ligar para eles, mas dedicam horas às mídias sociais. Além disso, elas parecem estar alheias ao fato de que nem tudo o que publicam nas redes será do interesse dos amigos ou será interpretado corretamente ou de forma positiva.

Muito embora tudo o que Liz afirma possa ser verdade, não culparia o Facebook nem qualquer outras tecnologia. Da mesma forma que não culparia os carros potentes pelos desastres nas estradas. O uso – e o abuso – das ferramentas é praticado pelas pessoas, portanto a decisão de manter os relacionamentos saudáveis também deve ser delas.

A questão é muito mais complexa do que se apresenta.

VN:F [1.9.3_1094]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)
VN:F [1.9.3_1094]
Rating: 0 (from 0 votes)

Sem Comentários

Ainda sem comentários.

RSS feed para comentários a este post.

Deixe o seu comentário

Spam protection by WP Captcha-Free