Christopher Isaac ’Biz’ Stone é uma das personalidades mais influentes do mundo, segundo a revista Time. Aos 35 anos, Biz é um dos criadores do Twitter, ferramenta que, segundo declara à revista Veja desta semana, foi lançada sem a certeza de que despertaria algum interesse.
De fato, por quase dois anos (2006-2008), o interesse foi pouco, mas vem crescendo a ponto de ser considerado um dos trunfos da vitoriosa campanha presidencial de Barack Obama. Biz acredita que essa relação entre o twitter e a política tem a ver tanto com a facilidade que a ferramenta traz para quem deseja publicar na Internet e desconhece as linguagens técnicas quanto com o fato de que ele “permite a conexão direta” entre os políticos e os eleitores.
O entrevistado também cita a importância que o Twitter adquiriu em função de movimentos populares no Irã e no Egito, algo totalmente inesperado para os criadores da ferramenta.
Esses fatos desfazem a falsa noção de que as mensagens trocadas no Twitter não passam de trivialidades. Segundo Stone, muitos usuários trocam informações sobre o que ocorre em suas comunidades, o que pode incluir questões tão diversas quanto o trânsito e a violência urbana.
Para o futuro, ele indica o lançamento de contas para empresas com serviços agregados de interesse específico e uma maior integração entre as redes sociais.
Crente no crescimento contínuo de seu produto, Biz Stone afirma que a maior vantagem dele em relação a tecnologias mais tradicionais como o e-mail e as mensagens instantâneas está na liberdade oferecida ao usuário, que não se sente obrigado a responder todas as mensagens que lê.
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A coluna mais recente de Jakob Nielsen traz informações importantíssimas para as empresas que pretendem explorar o nicho das redes sociais. Com base nos resultados de duas pesquisas – uma recente e outra de 2006, totalizando 73 usuários americanos, britânicos e australianos – Nielsen demonstra que os usuários de redes e de recursos como o Really Simple Syndication (RSS) já desenvolveram padrões de comportamento específicos no uso dessas novas mídias.
Os resultados sugerem que empresas que publicam em excesso e usam linguagem excessivamente marqueteira afugentam os usuários, que, em geral, esperam um estilo mais casual e direto mesmo quando não têm dúvidas de que o interlocutor é uma empresa cujos objetivos são comerciais.
Apelar para o desejo dos usuários parece ser uma a estratégia certa, pois muitos estão interessados em obter bons negócios. Prover conteúdo ‘com substância’, atualizado e no momento certo é a forma mais segura de conquistar a fidelidade dos clientes nas redes.
As descobertas sobre o comportamento dos usuários são potencialmente interessantes: a entrada nas redes costuma ocorrer após a recomendação de um amigo, o recebimento de mala-direta de uma empresa ou a partir de um link no site dessa empresa. Os usuários tendem a ler feeds de RSS no trabalho e a acessar as redes sociais em casa. O acesso móvel ainda não é significativo, mas poderá aumentar.
Um aspecto extremamente interessante observados por Nielsen tem a ver com a forma como a maioria das redes sociais apresentam as mensagens publicadas em seus walls ou timelines: em ordem cronológica inversa, isto é, com a mensagem mais recente no topo e as mais antigas provavelmente organizadas em páginas acessíveis mediante links. Muito embora os usuários não pareçam ter nenhuma dificuldade em navegar por essa sequência de informações, eles não demonstram interesse em buscar mensagens anteriores que possam ter deixado de ler e leem apenas as mais recentes. Isso traz implicações para as empresas que pretendem realizar ações de marketing nessas redes, pois seus anúncios poderão simplesmente ser ignorados.
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Já não é novidade que as empresas vêm pesquisando as redes sociais em busca de informações sobre os candidatos às vagas que oferecem. O percentual é até bastante alto: 45%, segundo resultado de uma pesquisa do CareerBuilder feita com 2.667 gerentes de contratação e profissionais de RH americanos entre maio e junho deste ano.
Esse percentual é mais alto do que o do ano anterior (22%) e parece que tende a aumentar, visto que 11% dos pesquisados afirmaram que pretendem passar a usar as redes sociais como fonte de consulta sobre os potenciais candidatos às suas vagas.
As redes mais exploradas com esse fim são o Facebook (26%) e o LinkedIn (21%), com o Twitter vindo bem atrás com apenas 7% de preferência.
Ainda que aparentemente não tenha conquistado status como ferramenta de consulta, é na divulgação de vagas de emprego que o Twitter parece despontar. É crescente o número de empresas – principalmente da indústria de tecnologia de informação – que divulga a abertura de vagas por meio dessa rede.
Além de ser uma forma mais barata de divulgar as vagas – em comparação com as agências e grandes sites -, o Twitter traz para as empresas uma imagem de vanguardismo que as aproxima dos candidatos de perfil desejável, os quais, em sua maioria, são familiarizados com as redes sociais.
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Pesquisa recente da consultoria Deloitte com 2008 empregados e 500 executivos de empresas americanas sugere que o meio corporativo ainda está ‘no escuro’ quando o assunto é redes sociais.
Esse assunto parece dividir as opiniões dentro da hierarquia das empresas, pois, enquanto 56% dos executivos parecem acreditar que o uso de redes fornece aos empregados melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal, apenas 31% dos empregados pensam da mesma forma.
Quase metade (44%) dos empregados afirmou nunca frequentar sites de redes sociais, e uma significativa maioria (52%) declarou nunca fazê-lo durante o expediente.
Enquanto 55% das empresas não usam ‘oficialmente’ as redes, 22% sequer sabem o que fazer com elas. Mas os empregados também estão ‘no escuro’, pois 24% declaram não saber se suas empresas têm alguma política oficial a respeito do uso de redes, 23% afirmam que elas não têm política nenhuma e 11%, que há políticas, mas simplesmente a desconhecem.
O mais interessante – e preocupante – é que 15% dos empregados declaram que seriam capazes de comentar nas redes eventuais deslizes cometidos por seus superiores, o que demonstra um risco de exposição negativa da imagem de suas empresas.
Seus gerentes, por sua vez, declaram acreditar que questões relacionando reputação corporativa e redes socias deveriam ser discutidas nas altas esferas de suas empresas, mas apenas 15% afirmaram que isso de fato ocorre.
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A coluna mais recente de Jakob Nielsen sobre usabilidade aborda a hospedagem de conteúdos institucionais em mídias sociais populares como o YouTube, prática que vem sendo adotada, por exemplo, por administradores públicos – principalmente nos Estados Unidos.
Segundo o autor, essa prática envolve aspectos de Arquitetura da Informação em nível Mega e está sujeita a problemas diversos, um dos quais não necessariamente ligado à usabilidade.
Dentre os problemas de fato relacionados à usabilidade, Nielsen menciona a duplicação de informações (diversas exibições do mesmo conteúdo em áreas diferentes da mesma página do YouTube) e a péssima apresentação de miniaturas geradas para previsão do conteúdo. Ambos podem confundir o usuário.
Para o autor, esses problemas devem sua existência às características técnicas do próprio YouTube e à natureza da ferramenta, que foi criada para permitir a formação de redes sociais informais. Uma vez que as redes corporativas e institucionais pedem formas distintas de organizar, categorizar e apresentar informações, entende-se que nem sempre as mídias mais populares são as mais recomendadas.
O risco não associado à usabilidade é de natureza estratégica e ocorre quando há publicação de informações valiosas fora da rede corporativa ou institucional, trazendo valor (como, por exemplo, audiência) apenas para a ferramenta social.
As soluções propostas vão desde a adequação da informação ao meio (geração de títulos e descrições mais adequados) para garantir usabilidade até a distinção entre conteúdo de escopo mais abrangente para publicação nas mídias sociais e conteúdo de maior valor para publicação em site institucional.
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