Category: Empresas

Redes em Guerra

A competição entre as redes sociais, ou melhor, entre as empresas por trás delas, tem aumentado de forma perceptível nos últimos meses.

Mark Zuckerberg, criador do Facebook, acabou de visitar o Brasil, único país onde o Orkut, rede social do Google, é soberana, contando com mais de 35 milhões de usuários.

O Twitter, rede existente desde 2006 que só neste ano alcançou destaque, tem apenas 32 milhões de usuários, nem chegando perto dos 250 milhões do Facebook, mas vem crescendo muito rapidamente.

Para Maurício Moraes, a visita de Zuckerberg talvez não traga resultados significativos, pois o Facebook, com seus critérios de privacidade e aplicativos embutidos, não traz nenhuma novidade que o Orkut já não ofereça, logo a vitória dessa guerra, no Brasil, provavelmente será do Google.

Mas é justamente com o Google, a ferramenta de busca, e não com o Orkut, que o Twitter parece estar concorrendo. Pelo menos é isso que se deduz da reformulação recente por que passou a página inicial dessa rede.

Agora, ela privilegia as buscas. Como se sabe que o diferencial do Twitter em relação ao Google é significativo – ele tem sua própria base de dados e permite a obtenção de resultados oriundos de filtragem social e quase em tempo real – a empresa de Brin e Page terá novamente de inovar no quesito buscas relevantes.

Por fim, um novo entrante se insinua: o Yahoo! sinalizou a intenção de lançar sua própria ferramenta de microblogging.

Uma batalha como nunca antes se viu parece surgir no horizonte, só que, desta vez, parece que nós teremos muito a ganhar.

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Há valor nas redes!

Pesquisa da Wetpaint e do Altimeter Group sugere que as maiores marcas do mundo vêm percebendo valor ao se engajar nas redes sociais.

A pesquisa correlaciona desempenho financeiro com amplitude e profundidade no uso de blogs, Facebook, YouTube e Twitter, entre outras redes, mas não permite de fato enxergar uma relação causal.

De qualquer forma, o resultado dessa pesquisa precisa ser considerado e aqui vai um resumo:

  • Foram consultadas as empresas detentoras das 100 marcas mais importantes, segundo a edição de 2008 da Best Global Brands da Businessweek/Interbrand;
  • Avaliaram-se tanto a amplitude (quantidade de redes sociais empregadas) quanto a profundidade ou engajamento (mais do que apenas presença nas redes, significa a interação real e frequente, o estímulo a discussões e disposição de responder);
  • Descobriu-se que o aumento de amplitude acelera o engajamento devido ao efeito aprendizagem que se transfere do uso de uma rede para a adoção de outras, mesmo sabendo-se que as redes exigem estratégias diferentes;
  • Descobriu-se que o engajamento difere em função da indústria e também dentro de uma mesma indústria.

A pesquisa evidenciou que existem quatro perfis de adoção de redes sociais:

  1. Maven: Altamente engajada em 7 ou mais redes;
  2. Butterfly: Fracamente engajada em 7 ou mais redes;
  3. Selective: Altamente engajada em, no máximo, 6 redes;
  4. Wallflower: Fracamente engajada em, no máximo, 6 redes.

Mavens, as especialistas, têm uma estratégia forte e equipe dedicada às redes, pois reconhecem que elas representam sua força no mercado. As butterflies enfrentam problemas internos para provar o valor da maioramplitude no uso das redes sociais. Nas selectives, o problema tem a ver com o tamanho das equipes dedicadas, geralmente muito pequenas. As wallflowers ainda estão mapeando o terreno, por isso adotam a estratégia de começar pequeno para minimizar riscos.

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