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		<title>Redes sociais no III Seminário LingNet</title>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 13:45:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[linguística aplicada]]></category>
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		<description><![CDATA[O núcleo de pesquisas em linguagem, educação e tecnologia do Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da Faculdade de Letras da UFRJ organizou o III Seminário de Estudos em Linguagem, Educação e Tecnologia &#8211; III Seminário LingNet, do qual constam atividades a distância (realizadas desde 23 de maio) e presenciais (realizadas em 27 e 28 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.lingnet.pro.br/" target="_blank">núcleo de pesquisas em linguagem, educação e tecnologia</a> do <a href="http://www.letras.ufrj.br/linguisticaaplicada/" target="_blank">Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação em Linguística Aplicada</a> da Faculdade de Letras da UFRJ organizou o III Seminário de Estudos em Linguagem, Educação e Tecnologia &#8211; <a href="http://www.lingnet.pro.br/pages/eventos/iii-seminario-lingnet.php" target="_blank">III Seminário LingNet</a>, do qual constam atividades a distância (realizadas desde 23 de maio) e presenciais (realizadas em 27 e 28 de maio).</p>
<p>É notável que <a href="http://www.lingnet.pro.br/pages/eventos/iii-seminario-lingnet/programacao.php" target="_blank">vários trabalhos</a> (comunicações orais e pôsteres) apresentados no evento discutem o valor das redes sociais no processo de ensino-aprendizagem, incluindo a formação de professores. Que as redes sociais se prestem à aprendizagem informal não é novidade e eu mesmo já fiz <a href="http://www.comunicar.pro.br/tag/educacao/" target="_blank">alguns </a><em><a href="http://www.comunicar.pro.br/tag/educacao/" target="_blank">posts</a> </em>sobre isso aqui no <em>blog</em>, mas iniciativas de apropriação deliberada dessas redes para formação discente e docente são uma novidade bastante relevante.</p>
<p>O evento contou ainda com um <a href="http://twitter.com/3semiling" target="_blank">perfil do evento no Twitter</a>, onde foram publicados resumos das falas nas mesas-redondas e palestras. Merece uma visita.</p>
<p><a href="http://www.comunicar.pro.br/2010/05/30/redes-sociais-no-iii-seminario-lingnet/" rel="bookmark">Redes sociais no III Seminário LingNet</a> originally appeared on <a href="http://www.comunicar.pro.br">Tudo 2.0</a> on 30 de Maio de 2010.</p>
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		<title>Redes sociais: é pra ficar ou sair?</title>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 13:21:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Ferramentas]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[A matéria de capa da revista Época desta semana é sobre as redes sociais. Mesmo que os temas sejam meio &#8220;batidos&#8221;, vale uma leitura. Afinal, este é um ano eleitoral e será uma boa prova do poder dessas ferramentas no campo da política nacional. Momento propício para descobrir se o brasileiro superará os hábitos criados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A matéria de capa da <a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EIT859-16091,00.html" target="_blank">revista Época desta semana</a> é sobre as redes sociais.</p>
<p>Mesmo que os temas sejam meio &#8220;batidos&#8221;, vale uma leitura. Afinal, este é um ano eleitoral e será uma boa prova do poder dessas ferramentas no campo da política nacional.</p>
<p>Momento propício para descobrir se o brasileiro superará os hábitos criados no Orkut (fofoca, maledicência e bisbilhotagem) e de fato começará a tirar proveito das redes para o bem geral.</p>
<p>A conferir.</p>
<p><a href="http://www.comunicar.pro.br/2010/05/30/redes-sociais-e-pra-ficar-ou-sair/" rel="bookmark">Redes sociais: é pra ficar ou sair?</a> originally appeared on <a href="http://www.comunicar.pro.br">Tudo 2.0</a> on 30 de Maio de 2010.</p>
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		<title>Encurtar (URLs) ou não encurtar</title>
		<link>http://www.comunicar.pro.br/2010/04/06/encurtar-urls-ou-nao-encurtar/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 13:01:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ferramentas]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesses tempos de caracteres escassos (140 no Twitter), os encurtadores de URLs viraram serviços de primeira necessidade. Sou fã do Bit.ly, que além de ser fácil de usar oferece um rastreamento em tempo real dos cliques. Imagino que outros serviços tenham firulas até melhores, mas a gente se apega ao primeiro encurtador e fica difícil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesses tempos de caracteres escassos (140 no Twitter), os encurtadores de URLs viraram serviços de primeira necessidade.</p>
<p>Sou fã do<a href="http://bit.ly/" target="_blank"> Bit.ly</a>, que além de ser fácil de usar oferece um rastreamento em tempo real dos cliques. Imagino que outros serviços tenham firulas até melhores, mas a gente se apega ao primeiro encurtador e fica difícil largar.</p>
<p>A questão é que os encurtadores podem representar um risco: já que não se consegue ver o URL real, espertalhões podem muito bem levar o navegador incauto a sites contendo arquivos maliciosos. Mas nada que um bom antivírus e um firewall (alguém, por acaso, não os usa?) não consigam detectar.</p>
<p>Felizmente (será?), parece que o risco não é tão alto quanto o pintam: <a href="http://info.abril.com.br/noticias/seguranca/urls-curtas-nao-sao-tao-ameacadoras-06042010-0.shl" target="_blank">os usuários acabam não clicando nesses URLs encurtados</a> e sabotam as eventuais más intenções alheias.</p>
<p>Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. A solução parece ser menos radical: os encurtadores são úteis, não podemos funcionar no Twitter sem eles. Sendo assim, vale o princípio da confiança: se o URL encurtado vem de um usuário conhecido, vale um crédito de confiança.</p>
<p>Mas, como segudo morreu de velho, nada de navegar sem antivírus e firewall!</p>
<p><a href="http://www.comunicar.pro.br/2010/04/06/encurtar-urls-ou-nao-encurtar/" rel="bookmark">Encurtar (URLs) ou não encurtar</a> originally appeared on <a href="http://www.comunicar.pro.br">Tudo 2.0</a> on 6 de Abril de 2010.</p>
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		<title>III Seminário LingNet &#8211; Chamada de trabalhos até 22/3</title>
		<link>http://www.comunicar.pro.br/2010/02/09/iii-seminario-lingnet-chamada-de-trabalhos-ate-223/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 09:55:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[linguística aplicada]]></category>
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		<description><![CDATA[Prezados colegas, O III Seminário de Estudos em Linguagem, Educação e Tecnologia (Seminário LingNet), organizado pelo núcleo de pesquisas LingNet (www.lingnet.pro.br), do Programa Interdisciplinar de Linguística Aplicada da UFRJ será realizado em 27 e 28 de maio na Faculdade de Letras da UFRJ, tendo também atividades on-line antes, durante e depois da parte presencial do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados colegas,</p>
<p>O III Seminário de Estudos em Linguagem, Educação e Tecnologia (Seminário LingNet), organizado pelo núcleo de pesquisas LingNet (www.lingnet.pro.br), do Programa Interdisciplinar de Linguística Aplicada da UFRJ será realizado em 27 e 28 de maio na Faculdade de Letras da UFRJ, tendo também atividades on-line antes, durante e depois da parte presencial do evento.</p>
<p>Com o título &#8220;2010: o ano em que faremos contatos&#8221;, o III Seminário LingNet receberá propostas de trabalho até 22/03 (segunda-feira), em duas modalidades: comunicação (atividade presencial) e pôster eletrônico (atividade a distância).</p>
<p>Visite o site do evento http://bit.ly/9WAKX3 para obter mais informações e enviar sua proposta de trabalho.</p>
<p>Pedimos sua ajuda para divulgar amplamente o evento e esta chamada de trabalho.</p>
<p>Atenciosamente,<br />
Comissão Organizadora<br />
III Seminário LingNet http://bit.ly/9WAKX3</p>
<p><a href="http://www.comunicar.pro.br/2010/02/09/iii-seminario-lingnet-chamada-de-trabalhos-ate-223/" rel="bookmark">III Seminário LingNet &#8211; Chamada de trabalhos até 22/3</a> originally appeared on <a href="http://www.comunicar.pro.br">Tudo 2.0</a> on 9 de Fevereiro de 2010.</p>
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		<title>O Twitter é uma comunidade?</title>
		<link>http://www.comunicar.pro.br/2010/01/08/o-twitter-e-uma-comunidade/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 13:25:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ferramentas]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[A resposta não é simples. O termo &#8216;comunidade&#8217; aparentemente pressupõe a existência de vínculos fortes entre as pessoas: interesses, necessidades, sonhos comuns. Se analisarmos o Twitter sob esta lente, será difícil dizer que exista uma comunidade, pois há interesses, necessidades, sonhos diversos e muitas vezes conflitantes. As grandes empresas, por exemplo, podem ter criado perfis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A resposta não é simples. </p>
<p>O termo &#8216;comunidade&#8217; aparentemente pressupõe a existência de vínculos fortes entre as pessoas: interesses, necessidades, sonhos comuns. Se analisarmos o Twitter sob esta lente, será difícil dizer que exista uma comunidade, pois há interesses, necessidades, sonhos diversos e muitas vezes conflitantes. </p>
<p>As grandes empresas, por exemplo, podem ter criado perfis para ter um contato mais próximo com seus clientes. Ou podem simplesmente ter contratado consultorias apenas para monitorar o que esses clientes dizem sobre suas marcas. Neste caso, claro, a finalidade é saber o que esses clientes desejam para que elas possam vender mais. De um lado está a comunicação bilateral supostamente benéfica para ambos os lados; de outro, o lucro.</p>
<p>Mas podemos analisar as comunidades também a partir do caldo cultural comum que une seus membros e que é também por eles criado. Analisado sob essa lente, o Twitter pode, sim, ser considerado uma comunidade. E passa no teste com louvor! Basta, para isso, considerarmos que as funcionalidades mais básicas &#8211; o uso de &#8216;@&#8217; para identificar destinatários e de RT para sinalizar encaminhamento &#8211;  foram criadas pelos usuários e só depois incorporadas pelos gestores ao próprio sistema.</p>
<p>Outro item do caldo cultural que merece ser citado é o Follow Friday, a autêntica tradição de indicar à coletividade os perfis de confiança, de qualidade ou simplesmente que se deseja destacar.</p>
<p>Considerando que existem os dois lados &#8211; as tensões conflitantes e o caldo comum &#8211;  talvez seja mais justo dizer que o Twitter espelha no &#8216;virtual&#8217; aquilo que vemos no &#8216;real&#8217;/físico: uma supracultura globalizada que permite o surgimento de subculturas locais ou globalizadas ligeiramente diversas da matriz, mas ainda assim submetidas aos seus princípios organizadores. </p>
<p>A metáfora é um tanto precária, admito, mas parece fazer sentido.</p>
<p><a href="http://www.comunicar.pro.br/2010/01/08/o-twitter-e-uma-comunidade/" rel="bookmark">O Twitter é uma comunidade?</a> originally appeared on <a href="http://www.comunicar.pro.br">Tudo 2.0</a> on 8 de Janeiro de 2010.</p>
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		<title>Retuitando à moda antiga</title>
		<link>http://www.comunicar.pro.br/2009/12/26/retuitando-a-moda-antiga/</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 11:24:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ferramentas]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
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		<description><![CDATA[Que o Twitter é uma ferramenta aperfeiçoada pelo conjunto de seus usuários ninguém duvida. Apenas para lembrar, o uso da sintaxe @nome para sinalizar o destinatário de uma mensagem foi uma inovação introduzida pelos usuários e adotada pela ferramenta. O mesmo se pode dizer do uso da forma RT (abreviação de Retweet) para encaminhar uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que o Twitter é uma ferramenta aperfeiçoada pelo conjunto de seus usuários ninguém duvida.</p>
<p>Apenas para lembrar, o uso da sintaxe @nome para sinalizar o destinatário de uma mensagem foi uma inovação introduzida pelos usuários e adotada pela ferramenta. O mesmo se pode dizer do uso da forma RT (abreviação de Retweet) para encaminhar uma mensagem recebida aos perfis seguidores.</p>
<p>A questão é que os administradores da ferramenta adotam essas inovações e (aparentemente) tentam aperfeiçoá-las. Isso ocorreu com o RT, cuja função foi assimilada a um discreto botão que fica oculto no site até que se passe o cursor do mouse sobre ele. Surge então a mensagem &#8216;Retweet to your followers?&#8217;. Basta clicar no botão OK para que a mensagem seja encaminhada. Simples assim.</p>
<p>Antes da introdução do botão, o usuário que quisesse encaminhar uma mensagem precisava colar o texto original, adaptá-lo para caber dentro do limite de 140 caracteres exigidos e incluir a sintaxe RT @nome dessa nova mensagem. Não raramente esse processo exigia malabarismos ortográficos para garantir que o sentido fosse preservado. A grande vantagem é que, quando sobravam caracteres, era possível introduzir comentários, indicações do porquê se decidira encaminhar a mensagem etc.</p>
<p>O botão, com seu automatismo, matou a possibilidade de acréscimo de comentários. A simplicidade, portanto, trouxe um custo: a perda do valor social agregado pelo comentário, pela ênfase na relevância do ato de retuitar.</p>
<p>Tudo indica que os usuários se ressentiram dessa perda. Pelo menos é o que sugere o resultado de uma <a href="http://mashable.com/2009/12/25/old-twitter-retweets-win/" target="_blank">pesquisa de opinião realizada pelo blog Mashable</a>. De 2551 participantes, 64% (1625) declararam perferir o estilo antigo de retuitar com comentários, 27% (27%) declararam preferir o botão e apenas 9% (227) disseram não ter preferência entre uma forma ou outra.</p>
<p>Os administradores do Twitter mantiveram, logo após a introdução do &#8216;aperfeiçoamento&#8217; proposto, uma pesquisa no site pedindo a opinião dos usuários. A pesquisa não está mais lá, mas o resultado da pesquisa da Mashable pode sugerir que eles já saibam o que os tuiteiros pensam a respeito.</p>
<p><a href="http://www.comunicar.pro.br/2009/12/26/retuitando-a-moda-antiga/" rel="bookmark">Retuitando à moda antiga</a> originally appeared on <a href="http://www.comunicar.pro.br">Tudo 2.0</a> on 26 de Dezembro de 2009.</p>
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		<item>
		<title>Aperfeiçoamento profissional informal no Twitter</title>
		<link>http://www.comunicar.pro.br/2009/12/19/aperfeicoamento-profissional-informal-no-twitter/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 12:16:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ferramentas]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[C4LPT]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[O Centre for Learning &#38; Performance Technologies (C4LPT) realiza, desde 2007, uma pesquisa com profissionais da educação (learning professionals) a fim de identificar as 100 ferramentas mais utilizadas no ramo. No ano de 2009, até 3 de outubro, 201 profissionais haviam informado suas ferramentas de preferência, as quais foram listadas em ordem crescente e comparativa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Centre for Learning &amp; Performance Technologies (C4LPT) realiza, desde 2007, uma <a href="http://www.c4lpt.co.uk/recommended/index.html" target="_blank">pesquisa</a> com profissionais da educação (learning professionals) a fim de identificar as 100 ferramentas mais utilizadas no ramo. No ano de 2009, até 3 de outubro, 201 profissionais haviam informado suas ferramentas de preferência, as quais foram listadas em ordem crescente e comparativa em relação aos anos de 2008 e 2007.</p>
<p>Levando em conta a posição relativa das dez ferramentas mais populares em 2009, em comparação com seus respectivos posicionamentos nos anos anteriores, é notável crescimento do Twitter, que saltou da 43ª posição para a 1ª neste ano. Ele tem, inclusive, superado ferramentas mais conhecidas dos educadores como o aplicativo para criação de apresentações MS PowerPoint (8º em 2008 – 14º lugar em 2009) e o sistema de gestão de cursos Moodle (9º em 2008 – 16º lugar em 2009).</p>
<p>O crescimento do Twitter é notável também se considerarmos que ele não foi criado com o propósito explícito de facilitar a aprendizagem.</p>
<p>O site do C4LPT apresenta ainda <a href="http://www.c4lpt.co.uk/Top100Tools/twitter.html" target="_blank">depoimentos</a> dos educadores que citaram o Twitter como ferramenta preferida. Analisei esses depoimentos a fim de descobrir como essa ferramenta da Web 2.0 auxiliaria processos de aprendizagem que aparentam ser (a) de natureza informal e (b) vinculados ao autodesenvolvimento profissional desses educadores.</p>
<p>Coletei 31 depoimentos disponíveis, que dividi em dois grupos: corpus A (oito depoimentos fornecidos no ano de 2008) e corpus B (23 depoimentos fornecidos no ano de 2009). Esses depoimentos foram extraídos do site do C4LPT, gravados em arquivos de texto puro (TXT) separados e analisados no aplicativo <a href="http://www.lexically.net/wordsmith/" target="_blank">Wordsmith Tools</a> para obtenção de estatísticas das palavras mais frequentes em cada corpus e, em seguida, para obtenção de concordâncias (1) relativas a essas palavras.</p>
<p>Pelo levantamento dos itens lexicais mais frequentes nos depoimentos, eu esperava observar tendências gerais que explicassem como os educadores vinham usando o Twitter em seu autodesenvolvimento profissional. A comparação dos depoimentos feitos por educadores que participaram na pesquisa em dois anos consecutivos (2008 e 2009) também forneceria dados para observação de uma possível variação nas práticas de autodesenvolvimento em um momento no qual a popularidade dessa rede social começava a aumentar.</p>
<p>A análise dos itens lexicais do corpus A demonstrou que os educadores participantes da pesquisa do C4LPT em 2008 ressaltaram mais frequentemente o valor do Twitter como rede de relacionamentos profissionais. É provável que, em decorrência dos relacionamentos estabelecidos na rede social, esses educadores tenham tido acesso a conteúdos relevantes e experiências de aprendizagem de natureza informal. Essa interpretação parecer ser respaldada, ainda que parcialmente, pelo depoimento da educadora Britt: “It is amazing what you can learn from 140 characters”.</p>
<p>Os participantes da pesquisa em 2009, cujos relatos compuseram o corpus B, também valorizaram o Twitter como rede de relacionamentos profissionais, porém o fizeram com mais ênfase do que os participantes do ano anterior. O valor dessa rede para o acesso a informações relevantes também foi mencionado, bem como a possibilidade que ela oferece para a aprendizagem, segundo destacaram os educadores Manish (“It’s been a great learning tool”) e Janet (“once my productivity nemesis, has become a valuable learning tool”).</p>
<p>Três educadores (Barry, Britt e Rodd) participaram da pesquisa em dois anos consecutivos. Isso permitiu uma análise comparativa de suas declarações em busca de possíveis transformações na percepção do valor atribuído à rede social. A comparação foi feita em torno dos temas mais destacados em análises anteriores: (acesso a) informação, (estabelecimento e manutenção de) relacionamentos e (oportunidade de) aprendizagem.</p>
<p>Comprovei que o tema aprendizagem não foi foco nos depoimentos dos educadores destacados, possivelmente porque o tema já estivesse implícito na finalidade pesquisa de que participavam. O tema informação foi recorrente, mas parece ter sido posto em segundo plano mais recentemente em função dos relacionamentos propiciados pela rede social e do valor a eles atribuído pelos depoentes.</p>
<p>A análise dos depoimentos, portanto, demonstrou que os educadores atribuíram grande valor à presença, na rede, de outros educadores e especialistas com os quais poderiam interagir e dos quais obteriam informações relevantes que lhes possibilitariam manter-se atualizados.</p>
<p>Tendo em vista que os sujeitos da pesquisa não pareceram agir orientados por nenhum currículo formal, pode-se concluir que eles têm no Twitter um contexto de aprendizagem informal com potencial para o desenvolvimento na profissão e parecem fazer uso deliberado dos recursos da rede com esse fim.</p>
<p>A gama de usos do Twitter, portanto, parece só aumentar.</p>
<p> </p>
<p>(1) Listagem de contextos em que itens linguísticos ocorrem.</p>
<p> </p>
<p>Nota: Os dados dessa pesquisa serão divulgados oportunamente.</p>
<p><a href="http://www.comunicar.pro.br/2009/12/19/aperfeicoamento-profissional-informal-no-twitter/" rel="bookmark">Aperfeiçoamento profissional informal no Twitter</a> originally appeared on <a href="http://www.comunicar.pro.br">Tudo 2.0</a> on 19 de Dezembro de 2009.</p>
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		<title>Antropólogos no YouTube</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 20:39:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ferramentas]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Wesch]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
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		<description><![CDATA[O vídeo An anthropological introduction to YouTube é a apresentação que Michael Wesch, professor de Antropologia Cultural da Universidade do Estado do Kansas, fez na Biblioteca do Congresso em 23 de junho de 2008 com o propósito de divulgar um campo de pesquisa emergente: a antropologia em redes sociais, mais especificamente na rede de compartilhamento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O vídeo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=TPAO-lZ4_hU" target="_blank">An anthropological introduction to YouTube</a> é a apresentação que Michael Wesch, professor de Antropologia Cultural da Universidade do Estado do Kansas, fez na Biblioteca do Congresso em 23 de junho de 2008 com o propósito de divulgar um campo de pesquisa emergente: a antropologia em redes sociais, mais especificamente na rede de compartilhamento de vídeos YouTube.</p>
<p>Wesch inicia sua apresentação com dados surpreendentes: informa que a quantidade de vídeos publicada no YouTube já superou o que é produzido pelas redes tradicionais de mídia, um fato significativo para o que se convencionou chamar de Web 2.0, contexto em que o conteúdo é produzido e consumido por usuários comuns.</p>
<p>Em seguida, Wesch ressalta que as novas mídias da Web 2.0 se intercomunicam, pois um vídeo publicado no YouTube é comentado em blogs e microblogs, originando o que ele chama de Ambiente de Mídias Integrado (<em>Integrated Mediascape</em>). Essa integração vai além das tecnologias e informações, afetando, inclusive, os relacionamentos humanos.</p>
<p>Wesch caracteriza a <a href="http://mediatedcultures.net/" target="_blank">pesquisa</a> que vem realizando com seu grupo no YouTube como de natureza etnográfica e ressalta sua base metodológica na observação participante quando declara a importância de vivenciar os fenômenos para compreendê-los.</p>
<p>A partir da observação longitudinal feita por seus alunos, vários fenômenos característicos dessas novas sociedades em rede vêm sendo elucidados:</p>
<ul>
<li>Implosão do Contexto (<em>Context Collapse</em>): A ideia é que ‘todos estão assistindo, mas não tem ninguém lá’, isto é, as pessoas publicam vídeos sem saber em que contexto eles serão considerados. Esses conteúdos podem, inclusive, ser remixados.</li>
<li>Autoconsciência Exacerbada (<em>Hyper Self-awareness</em>): O próprio autor poderá se tornar plateia de seu vídeo, o que exacerba o potencial para a autorreflexão.</li>
<li>Anonimidade aliada à Distância Física aliada ao Diálogo Raro e Efêmero resulta em Ódio como Performance Pública (demonstração pública de ódio) / liberdade para experimentar ser humano sem medo ou ansiedade. O primeiro aspecto é bastante conhecido como ‘flaming’ em fóruns virtuais. A segunda possibilidade, entretanto, não costuma ser ressaltada em mídias sociais.</li>
<li>Arrebatamento Estético (<em>Aesthetic Arrest</em>): A rede permite que as pessoas invistam na observação de outras sem o medo de serem pegas no ato de observação (staring), que é considerado socialmente condenável. Isso traz admiração profunda pelo outro.</li>
<li>Enganando o Sistema (<em>Gaming the System</em>): Os usuários aproveitam-se das características/limitações do sistema para conquistar popularidade. Ex. Os thumbnails exibidos na pré-apresentação dos vídeos são obtidos no trecho central do vídeo enviado, portanto quem deseja conquistar público insere nesse ponto imagens de impacto.</li>
</ul>
<p>O conceito de Autenticidade também é discutido a partir do questionamento sobre a possibilidade de as pessoas representarem personagens que não refletem suas identidades reais. Esse fenômeno é atualmente analisado sob a perspectiva de que a identidade não é monolítica, mas construída contextualmente .</p>
<p>Esse vídeo é fundamental para quem pretende obter uma compreensão do fenômeno das mídias sociais a partir de uma visão ‘de dentro’.</p>
<p><a href="http://www.comunicar.pro.br/2009/11/28/antropologos-no-youtube/" rel="bookmark">Antropólogos no YouTube</a> originally appeared on <a href="http://www.comunicar.pro.br">Tudo 2.0</a> on 28 de Novembro de 2009.</p>
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		<title>Educação 2.0</title>
		<link>http://www.comunicar.pro.br/2009/11/24/educacao-2-0-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 23:07:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[empoderamento]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Wesch]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[No artigo From Knowledgeable to Knowledge-able: Learning in New Media Environments, Michael Wesch, professor da Universidade do Kansas, apresenta neste artigo uma reflexão sobre a educação que ainda predomina em grande parte das escolas e que se fundamenta nos pressupostos de que aprender é acumular conhecimentos valiosos que são transmitidos dentro de uma estrutura social [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No artigo <em><a href="http://www.academiccommons.org/commons/essay/knowledgable-knowledge-able" target="_blank">From Knowledgeable to Knowledge-able</a>: Learning in New Media Environments</em>, <a href="http://ksuanth.weebly.com/wesch.html" target="_blank">Michael Wesch</a>, professor da Universidade do Kansas, apresenta neste artigo uma reflexão sobre a educação que ainda predomina em grande parte das escolas e que se fundamenta nos pressupostos de que aprender é acumular conhecimentos valiosos que são transmitidos dentro de uma estrutura social na qual se destaca a autoridade do professor.</p>
<p>Para o autor, essa educação vem sendo ameaçada pelas novas tecnologias de informação e comunicação, que há algum tempo vêm instaurando novas formas de interação, discurso, sociabilidade e colaboração. E as novas gerações parecem cada vez mais familiarizadas com essa verdadeira revolução tecnológica e social.</p>
<p>Wesch assinala dentre os marcos dessa revolução: a popularização dos blogs, que deram aos usuários o poder de se transformar em produtores de informação e não mais meros consumidores como nas décadas anteriores; a Wikipedia, que provou que conteúdo produzido por usuários pode ter qualidade compatível com a de obras produzidas por especialistas; e as novas formas de organizar coletivamente o aparente caos da Web, tais como as tags (etiquetas).</p>
<p>Nesse novo contexto de mídias, ele afirma, chega-se ao ponto em que o usuário não mais precisará buscar a informação, pois ela poderá chegar até ele.</p>
<p>Ao ignorar essa realidade, a educação acaba por gerar o fenômeno que wesch chama de &#8216;crise da significância&#8217;, pela qual os alunos lutam para encontrar sentido naquilo que a escola lhes impõe e quando não o encontram demonstram comportamentos disruptivos &#8211; desatenção, confrontação e até agressividade.</p>
<p>A solução para Wesch está na aceitação de que a informação no mundo atual não mais se encontra em um lugar privilegiado (a escola) nem tampouco nas mãos de um ser privilegiado (o professor). Ela está em todos os lugares, acessível por diversas tecnologias que os próprios alunos já dominam. O que falta é lançar o foco sobre o porquê aprender (a significância para o aluno), facilitar o como aprender (dando-lhe recursos que a tecnologia não garante) e deixar que a aprendizagem ocorra naturalmente.</p>
<p>O &#8216;como&#8217; é para Wesch de vital importância. Na educação que vimos fazendo até então, simplesmente organizávamos o conhecimento a ser transmitido em disciplinas estanques (língua portuguesa não tem a ver com matemática, que não tem a ver com geografia etc.). Na educação verdadeiramente contemporânea, wesch defende que o foco seja deslocado para as subjetividades, isto é, para as formas de abordar, compreender e interagir com o mundo.</p>
<p>Ensinar com foco em subjetividades implica criar instabilidade, desafiar os pressupostos que todos os seres humanos têm arraigados dentro de si. Isso é desafiador e só ocorre onde há respeito mútuo entre professor e aluno. Cabe ao professor, nesse contexto, instilar no aluno a confiança necessária de que ele precisará para enfrentar o desafio de questionar tudo, inclusive a si mesmo.</p>
<p>Wesch não tem respostas sobre a forma certa de enfrentar esse desafio, que ele chama de &#8216;antiensino&#8217;. Na verdade, ele aponta as dificuldades inerentes ao processo a partir de sua própria prática no ensino superior &#8211; p.ex. a necessidade de cumprir exigências institucionais para avaliação de aprendizagem.</p>
<p>O que ele destaca, entretanto, também a partir de sua experiência, é que o antiensino permite criar ambientes efetivamente favoráveis à aprendizagem significativa para o aluno.</p>
<p><a href="http://www.comunicar.pro.br/2009/11/24/educacao-2-0-2/" rel="bookmark">Educação 2.0</a> originally appeared on <a href="http://www.comunicar.pro.br">Tudo 2.0</a> on 24 de Novembro de 2009.</p>
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		<title>Blogosfera 2009</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 12:20:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ferramentas]]></category>
		<category><![CDATA[blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[mobilização social]]></category>
		<category><![CDATA[Technorati]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>
		<category><![CDATA[Yoani Sánchez]]></category>

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		<description><![CDATA[A pesquisa anual Estado da Blogosfera, feita pela Technorati, apresentou seu sexto relatório no mês passado. Embora os dados abranjam blogs de 50 países, quase a metade dos blogueiros que participaram é dos Estados Unidos. De qualquer forma, os resultados da pesquisa apontam um amadurecimento da blogosfera mundial e sugerem uma grande familiaridade com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pesquisa anual <a href="http://technorati.com/blogging/feature/state-of-the-blogosphere-2009/" target="_blank">Estado da Blogosfera</a>, feita pela <a href="http://technorati.com/" target="_blank">Technorati</a>, apresentou seu sexto relatório no mês passado. Embora os dados abranjam blogs de 50 países, quase a metade dos blogueiros que participaram é dos Estados Unidos.</p>
<p>De qualquer forma, os resultados da pesquisa apontam um amadurecimento da blogosfera mundial e sugerem uma grande familiaridade com a mídia, visto que os participantes relataram ter, em média, três ou quatro blogs.</p>
<p>Blogueiros continuam a apresentar um perfil diferenciado: homens (2/3 do total), adultos (18-44 anos), com nível educacional alto em relação à população geral (40% são pós-graduados). Pode-se dizer que se trata de um público formador de opinião ou, pelo menos, capaz de refletir sobre os fatos. Cerca de 30% são, de fato, capazes de influenciar a opinião dos internautas, pois são de alguma forma relacionados às mídias tradicionais (escritores, repórteres).</p>
<p>A pesquisa propõe uma classificação dos blogueiros em quatro categorias:</p>
<ul>
<li>Blogueiros por Passatempo: Representam a maioria (72%). Diferentemente dos demais, não são remunerados por sua atividade, que realizam por diversão. Costumam publicar semanalmente.</li>
<li>Blogueiros em Tempo Parcial: Representam os 15% que têm no blog um complemento de renda. A maioria (75%) quer apenas compartilhar seus conhecimentos.</li>
<li>Blogueiros Autônomos: Representam os 9% mais profissionais desse universo, pois são remunerados por sua atividade, a qual é executada em tempo integral em nome de sua própria empresa ou organização. Coincidentemente, são os que mais usam (88%) o Twitter.</li>
<li>Blogueiros Profissionais: Representam os 4% que blogam para uma empresa ou organização. A maioria (70%) o faz para compartilhar expertise.</li>
</ul>
<p>Autoexpressão e compartilhamento de expertise são as razões mais frequentemente apresentadas para serem blogueiros &#8211; o que não representa uma mudança em relação às pesquisas anteriores. Os Blogueiros por Passatempo têm maior propensão a discutir os aspectos políticos dos temas que publicam, o que raramente ocorre nas demais categorias.</p>
<p>A emergência de outras mídias (p.ex. Twitter) e redes sociais vem causando impacto na blogosfera, pois os blogueiros que vêm aderindo às novidades relatam que têm atualizado seus blogs com frequência menor. De fato, blogueiros  têm maior tendência a usar o Twitter do que o restante da população, e o fazem com propósitos diversos: divulgar seus blogs, destacar links interessantes e descobrir as tendências do momento.</p>
<p>Os blogs têm-se caracterizado por uma crescente sofisticação em termos de informação e suporte tecnológico: a maioria (85%) explora recursos como tags, que facilitam a recuperação de textos; grande número (82%) dos blogueiros usam fotos e vídeos em seus blogs; um número ainda pequeno (20%), mas não desprezível, de blogueiros afirma atualizar seus blogs por meio de dispositivos móveis.</p>
<p>Segundo David Hughes, a maturidade dos blogs os transformou em ferramentas poderosas para ativistas, como se observou neste ano durante os protestos contra as eleições iranianas e durante a campanha presidencial nos Estados Unidos no ano anterior. Os participantes da pesquisa acreditam que o maior impacto da blogosfera ocorra mesmo na política e nos negócios.</p>
<p>A pesquisa conclui que a blogosfera se tornou uma &#8216;caixa de ressonância&#8217; para identificação de questões que devem merecer atenção da sociedade. Mesmo que os blogs abordem questões locais, é preciso reconhecer que sua platéia pode ser universal, o que amplifica o significado dessas questões (creio que o <a href="http://www.desdecuba.com/generaciony/" target="_blank">blog de Yoani Sánchez</a> seja um exemplo perfeito disso). Isso resulta na nova tendência puxada pela blogosfera: a globalização da liberdade de expressão.</p>
<p><a href="http://www.comunicar.pro.br/2009/11/20/blogosfera-2009/" rel="bookmark">Blogosfera 2009</a> originally appeared on <a href="http://www.comunicar.pro.br">Tudo 2.0</a> on 20 de Novembro de 2009.</p>
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