Posts tagged: 2.0

Empresa 2.0: diferentes interpretações

A expressão ‘Empresa 2.0′ foi cunhada por Andrew MacAffee em 2006 para descrever empresas que exploravam softwares de plataformas sociais emergentes, tanto dentro de suas estruturas quanto no relacionamento com seus parceiros e clientes, para permitir a colaboração e criação de comunidades virtuais.

Alguns traços das plataformas descritas por MacAffee são hoje encontrados em diversas mídia sociais como o Twitter (indiferença a hierarquias formais) e Orkut (aceitação de muitos tipos de dados) etc.

Mas há outras interpretações para a expressão, como, por exemplo, a de Tom Graves, que acrescenta novos traços constitutivos que permitem abarcar mais do que apenas as mídias sociais colaborativas que conhecemos:

  1. Mobilidade: sistemas que permitem consulta ao estoque por meio de dispositivos portáteis como celulares;
  2. Busca e recuperação de dados: adoção da estratégia do Google (são 18 bilhões de páginas à disposição!) à recuperação de documentos corporativos;
  3. Open Source: adoção de sistemas de código aberto como forma de reduzir custos e assegurar controle de versões;
  4. Cloud Computing: acesso à informação para além da estrutura fechada de uma rede corporativa com redução de custos;
  5. Business Intelligence: exploração das informações disponíveis em bancos de dados corporativos para detecção de tendências, previsão de riscos e tomada de decisão.
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Facebookicídio?

Duas matérias recentes sobre o Facebook chamaram minha atenção.

Na primeira, publicada no New York Times, fala-se em um pequeno, mas significativo, ‘êxodo’ de usuários, não obstante os 87,7 milhões de visitantes que a rede social recebeu nos Estados Unidos apenas em julho. A razão, segundo a matéria, está na constatação de que há interesses comerciais por trás da ferramenta.

Eu pergunto: mas isso não é óbvio? Todas as mídias 2.0 que hoje permitem acesso gratuito estão em busca de um modelo de negócios que lhes dê retorno. Assim é com o YouTube e assim também será com o Facebook. A questão é que deve haver um contrato claro que ofereça aos usuários garantias de que sua privacidade seja preservada quando eles assim o desejarem.

O que eu chamo de ‘Facebookicídio’ já ocorreu há alguns anos com o Google no Brasil, mas por razões diferentes, como descrevi em um artigo.

A segunda matéria, publicada no Wall Street Journal, explica por que o Facebook ‘mata’ as amizades. Segundo Liz Bernstein, as pessoas hoje dizem que estão muito ocupadas para encontrar os amigos e mesmo para pegar o telefone e ligar para eles, mas dedicam horas às mídias sociais. Além disso, elas parecem estar alheias ao fato de que nem tudo o que publicam nas redes será do interesse dos amigos ou será interpretado corretamente ou de forma positiva.

Muito embora tudo o que Liz afirma possa ser verdade, não culparia o Facebook nem qualquer outras tecnologia. Da mesma forma que não culparia os carros potentes pelos desastres nas estradas. O uso – e o abuso – das ferramentas é praticado pelas pessoas, portanto a decisão de manter os relacionamentos saudáveis também deve ser delas.

A questão é muito mais complexa do que se apresenta.

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Wikipédia: onde o 2.0 encontra a tradição?

Um dos ícones da Web 2.0 pelo fato de seu conteúdo ser produto de colaboradores anônimos, a Wikipédia recentemente ultrapassou a marca de 3 milhões de verbetes na sua versão em língua inglesa. Visitado por 60 milhões de americanos a cada mês, seu site é um sucesso de audiência, estando entre os 10 mais populares da Internet.

Mas esse sucesso não desobriga seus gestores de mexer no time que está ganhando – muito pelo contrário! – e uma novidade está para ser implementada na ferramenta: um sistema de edição, feito por editores voluntários experientes, impedirá a publicação de informações imprecisas, falsas ou ofensivas, que poderiam trazer à Wikimedia Foundation danos mais vultosos do que apenas à imagem.

A grita contra o controle editorial da informação em uma ferramenta 2.0 promete ser grande, mas, segundo o pesquisador Ed H. Chi, do Centro de Pesquisa de Palo Alto, a Wikipédia já abrigava editores experientes que restrigiam a publicação por novatos, o que contradiz a frase encontrada na home de seu site: ‘the free encyclopedia that anyone can edit’ (‘a enciclopédia gratuita que qualquer um pode editar’).

Com ou sem resistência às novidades, o que se sabe é que a Wikipédia faz parte do arsenal de ferramentas de consulta dos usuários da Web e precisará encontrar formas de assegurar a confiabilidade da informação publicada, uma responsabilidade reconhecida por Jimmy Wales, um de seus fundadores.

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A Revolução das Mídias Sociais

Não sei se os dados são confiáveis, mas a mensagem é clara: as mídias sociais são o novo continente ainda por mapear. Obrigado, @cronai.

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Há valor nas redes!

Pesquisa da Wetpaint e do Altimeter Group sugere que as maiores marcas do mundo vêm percebendo valor ao se engajar nas redes sociais.

A pesquisa correlaciona desempenho financeiro com amplitude e profundidade no uso de blogs, Facebook, YouTube e Twitter, entre outras redes, mas não permite de fato enxergar uma relação causal.

De qualquer forma, o resultado dessa pesquisa precisa ser considerado e aqui vai um resumo:

  • Foram consultadas as empresas detentoras das 100 marcas mais importantes, segundo a edição de 2008 da Best Global Brands da Businessweek/Interbrand;
  • Avaliaram-se tanto a amplitude (quantidade de redes sociais empregadas) quanto a profundidade ou engajamento (mais do que apenas presença nas redes, significa a interação real e frequente, o estímulo a discussões e disposição de responder);
  • Descobriu-se que o aumento de amplitude acelera o engajamento devido ao efeito aprendizagem que se transfere do uso de uma rede para a adoção de outras, mesmo sabendo-se que as redes exigem estratégias diferentes;
  • Descobriu-se que o engajamento difere em função da indústria e também dentro de uma mesma indústria.

A pesquisa evidenciou que existem quatro perfis de adoção de redes sociais:

  1. Maven: Altamente engajada em 7 ou mais redes;
  2. Butterfly: Fracamente engajada em 7 ou mais redes;
  3. Selective: Altamente engajada em, no máximo, 6 redes;
  4. Wallflower: Fracamente engajada em, no máximo, 6 redes.

Mavens, as especialistas, têm uma estratégia forte e equipe dedicada às redes, pois reconhecem que elas representam sua força no mercado. As butterflies enfrentam problemas internos para provar o valor da maioramplitude no uso das redes sociais. Nas selectives, o problema tem a ver com o tamanho das equipes dedicadas, geralmente muito pequenas. As wallflowers ainda estão mapeando o terreno, por isso adotam a estratégia de começar pequeno para minimizar riscos.

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