Posts tagged: aprendizagem

III Seminário LingNet – Chamada de trabalhos até 22/3

Prezados colegas,

O III Seminário de Estudos em Linguagem, Educação e Tecnologia (Seminário LingNet), organizado pelo núcleo de pesquisas LingNet (www.lingnet.pro.br), do Programa Interdisciplinar de Linguística Aplicada da UFRJ será realizado em 27 e 28 de maio na Faculdade de Letras da UFRJ, tendo também atividades on-line antes, durante e depois da parte presencial do evento.

Com o título “2010: o ano em que faremos contatos”, o III Seminário LingNet receberá propostas de trabalho até 22/03 (segunda-feira), em duas modalidades: comunicação (atividade presencial) e pôster eletrônico (atividade a distância).

Visite o site do evento http://bit.ly/9WAKX3 para obter mais informações e enviar sua proposta de trabalho.

Pedimos sua ajuda para divulgar amplamente o evento e esta chamada de trabalho.

Atenciosamente,
Comissão Organizadora
III Seminário LingNet http://bit.ly/9WAKX3

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Aperfeiçoamento profissional informal no Twitter

O Centre for Learning & Performance Technologies (C4LPT) realiza, desde 2007, uma pesquisa com profissionais da educação (learning professionals) a fim de identificar as 100 ferramentas mais utilizadas no ramo. No ano de 2009, até 3 de outubro, 201 profissionais haviam informado suas ferramentas de preferência, as quais foram listadas em ordem crescente e comparativa em relação aos anos de 2008 e 2007.

Levando em conta a posição relativa das dez ferramentas mais populares em 2009, em comparação com seus respectivos posicionamentos nos anos anteriores, é notável crescimento do Twitter, que saltou da 43ª posição para a 1ª neste ano. Ele tem, inclusive, superado ferramentas mais conhecidas dos educadores como o aplicativo para criação de apresentações MS PowerPoint (8º em 2008 – 14º lugar em 2009) e o sistema de gestão de cursos Moodle (9º em 2008 – 16º lugar em 2009).

O crescimento do Twitter é notável também se considerarmos que ele não foi criado com o propósito explícito de facilitar a aprendizagem.

O site do C4LPT apresenta ainda depoimentos dos educadores que citaram o Twitter como ferramenta preferida. Analisei esses depoimentos a fim de descobrir como essa ferramenta da Web 2.0 auxiliaria processos de aprendizagem que aparentam ser (a) de natureza informal e (b) vinculados ao autodesenvolvimento profissional desses educadores.

Coletei 31 depoimentos disponíveis, que dividi em dois grupos: corpus A (oito depoimentos fornecidos no ano de 2008) e corpus B (23 depoimentos fornecidos no ano de 2009). Esses depoimentos foram extraídos do site do C4LPT, gravados em arquivos de texto puro (TXT) separados e analisados no aplicativo Wordsmith Tools para obtenção de estatísticas das palavras mais frequentes em cada corpus e, em seguida, para obtenção de concordâncias (1) relativas a essas palavras.

Pelo levantamento dos itens lexicais mais frequentes nos depoimentos, eu esperava observar tendências gerais que explicassem como os educadores vinham usando o Twitter em seu autodesenvolvimento profissional. A comparação dos depoimentos feitos por educadores que participaram na pesquisa em dois anos consecutivos (2008 e 2009) também forneceria dados para observação de uma possível variação nas práticas de autodesenvolvimento em um momento no qual a popularidade dessa rede social começava a aumentar.

A análise dos itens lexicais do corpus A demonstrou que os educadores participantes da pesquisa do C4LPT em 2008 ressaltaram mais frequentemente o valor do Twitter como rede de relacionamentos profissionais. É provável que, em decorrência dos relacionamentos estabelecidos na rede social, esses educadores tenham tido acesso a conteúdos relevantes e experiências de aprendizagem de natureza informal. Essa interpretação parecer ser respaldada, ainda que parcialmente, pelo depoimento da educadora Britt: “It is amazing what you can learn from 140 characters”.

Os participantes da pesquisa em 2009, cujos relatos compuseram o corpus B, também valorizaram o Twitter como rede de relacionamentos profissionais, porém o fizeram com mais ênfase do que os participantes do ano anterior. O valor dessa rede para o acesso a informações relevantes também foi mencionado, bem como a possibilidade que ela oferece para a aprendizagem, segundo destacaram os educadores Manish (“It’s been a great learning tool”) e Janet (“once my productivity nemesis, has become a valuable learning tool”).

Três educadores (Barry, Britt e Rodd) participaram da pesquisa em dois anos consecutivos. Isso permitiu uma análise comparativa de suas declarações em busca de possíveis transformações na percepção do valor atribuído à rede social. A comparação foi feita em torno dos temas mais destacados em análises anteriores: (acesso a) informação, (estabelecimento e manutenção de) relacionamentos e (oportunidade de) aprendizagem.

Comprovei que o tema aprendizagem não foi foco nos depoimentos dos educadores destacados, possivelmente porque o tema já estivesse implícito na finalidade pesquisa de que participavam. O tema informação foi recorrente, mas parece ter sido posto em segundo plano mais recentemente em função dos relacionamentos propiciados pela rede social e do valor a eles atribuído pelos depoentes.

A análise dos depoimentos, portanto, demonstrou que os educadores atribuíram grande valor à presença, na rede, de outros educadores e especialistas com os quais poderiam interagir e dos quais obteriam informações relevantes que lhes possibilitariam manter-se atualizados.

Tendo em vista que os sujeitos da pesquisa não pareceram agir orientados por nenhum currículo formal, pode-se concluir que eles têm no Twitter um contexto de aprendizagem informal com potencial para o desenvolvimento na profissão e parecem fazer uso deliberado dos recursos da rede com esse fim.

A gama de usos do Twitter, portanto, parece só aumentar.

 

(1) Listagem de contextos em que itens linguísticos ocorrem.

 

Nota: Os dados dessa pesquisa serão divulgados oportunamente.

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Redes sociais e aprendizagem 2

Agora, sim, para refletir sobre o post que aborda o uso de redes
sociais na aprendizagem.
E vou fazê-lo citando uma ferramenta de rede social pouco falada
nestes tempos de blogs, Twitter e wikis: o Yahoo Groups!,
serviço gratuito de listas de distribuição de e-mails.
Participo de vários desses grupos e já explorei a tecnologia
durante bastante tempo para oferecer cursos quando os LMSs ainda
não eram populares.
De certa forma, minha experiência atual no Twitter faz lembrar o
que ocorria nas listas de distribuição dos meus cursos: muitas
mensagens enviadas, não raro dezenas por minuto – uma loucura
viciante.
Quando li o texto do Don Taylor, e mais especificamente um dos 3 passos propostos por Armano (Adubar), a lembrança dos cursos oferecidos com listas foi inevitável. Como também foi inevitável a lembrança da principal lição daqueles tempos:
O padrão de interação esperado na comunidade, seja ela voltada a fins educacionais ou profissionais, deve ser modelado desde o
início pelo moderador da lista. Isso quer dizer que cabe a ele
determinar, por exemplo, com que frequência as contribuições dos
participantes serão comentadas ou avaliadas – semanalmente,
diariamente, em cada hora etc.
O moderador também precisa deixar claro se os participantes poderão interagir livremente entre si ou se precisarão seguir um roteiro determinado.
Quaisquer que sejam as regras do jogo, entretanto, não bastará apenas declará-las. Será preciso demonstrá-las na prática.
Um bom resumo: em lugar de “se quer alguma coisa bem-feita, faça você mesmo”, diga “se quer alguma coisa feita à sua maneira, faça você primeiro”.

Agora, sim, para refletir sobre o post que aborda o uso de redes sociais na aprendizagem.

E vou fazê-lo citando uma ferramenta de rede social pouco falada nestes tempos de blogs, Twitter e wikis: o Yahoo Groups!, serviço gratuito de listas de distribuição de e-mails.

Participo de vários desses grupos e já explorei a tecnologia durante bastante tempo para oferecer cursos quando os LMSs ainda não eram populares.

De certa forma, minha experiência atual no Twitter faz lembrar o que ocorria nas listas de distribuição dos meus cursos: muitas mensagens enviadas, não raro dezenas por minuto – uma loucura viciante.

Quando li o texto do Don Taylor, e mais especificamente um dos 3 passos propostos por Armano (Adubar), a lembrança dos cursos oferecidos com listas foi inevitável. Como também foi inevitável a lembrança da principal lição daqueles tempos:

O padrão de interação esperado na comunidade, seja ela voltada a fins educacionais ou profissionais, deve ser modelado desde o início pelo moderador da lista. Isso quer dizer que cabe a ele determinar, por exemplo, com que frequência as contribuições dos participantes serão comentadas ou avaliadas – semanalmente, diariamente, em cada hora etc.

O moderador também precisa deixar claro se os participantes poderão interagir livremente entre si ou se precisarão seguir um roteiro determinado.

Quaisquer que sejam as regras do jogo, entretanto, não bastará apenas declará-las. Será preciso demonstrá-las na prática.

Um bom resumo: em lugar de “se quer alguma coisa bem-feita, faça você mesmo”, diga “se quer alguma coisa feita à sua maneira, faça você primeiro”.

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Redes sociais e aprendizagem 1

Don Taylor publicou um post no Training Zone intitulado Social media: The natural way of learning que vale uma reflexão.

Ele começa a exposição de ideias pela constatação de que as mídias sociais (prefiro redes sociais), graças ao bom e velho boca-a-boca de que já falava Negroponte, subverteram o marketing.

O pulo do gato do autor é a proposta de que as redes sejam usadas também para promoção de aprendizagem. Não que elas venham a substituir os treinamentos tradicionais (presenciais ou a distância), mas poderão favorecer a aprendizagem que já costuma ocorrer nas interações cotidianas pelo compartilhamento de informações – a forma mais natural de aprender, segundo o autor.

Mas o uso de blogs, wikis e microblogs para promover aprendizagem tem um custo que não envolve necessariamente a tecnologia: o de criar e manter uma cultura favorável à comunicação, à colaboração, mas que seja também ‘intelectualmente rigorosa, aberta e honesta’.

Taylor então apresenta os 3 passos propostos por David Armano para criação de redes sociais:

  • Semear: Escolher as pessoas certas para criar a cultura certa, ou seja, pessoas respeitadas, ativas, envolvidas.
  • Adubar: Usar ferramentas que garantam um fluxo constante de conteúdos e ideias frescas para comentário.
  • Podar: Remover discussões, perfis, imagens e dados abandonados que só atravancam o ambiente e dificultam o acesso às informações que as pessoas desejam.

Taylor conclui afirmando que apenas em raros casos as redes sociais não podem ser usadas na promoção da aprendizagem: nos contextos em que a informação precisa ser mantida em sigilo por conta de questões legais.

Don Taylor publicou um post no Training Zone intitulado ‘Social
media: The natural way of learning’ que vale uma reflexão.
Ele começa a exposição de ideias pela constatação de que as
mídias sociais (prefiro redes sociais), graças ao bom e velho
boca-a-boca de que já falava Negroponte, subverteram o
marketing.
O pulo do gato do autor é a proposta de que as redes sejam
usadas também para promoção de aprendizagem. Não que elas venham
a substituir os treinamentos tradicionais (presenciais ou a
distância), mas poderão favorecer a aprendizagem que já costuma
ocorrer nas interações cotidianas pelo compartilhamento de
informações – a forma mais natural de aprender, segundo o autor.
Mas o uso de blogs, wikis e microblogs para promover
aprendizagem tem um custo que não envolve necessariamente a
tecnologia: o de criar e manter uma cultura favorável à
comunicação, à colaboração, mas que seja também
‘intelectualmente rigorosa, aberta e honesta’.
Taylor então apresenta os 3 passos propostos por David Armano
para criação de redes sociais:
Semear: Escolha as pessoas certas para criar a cultura certa, ou
seja, pessoas respeitadas, ativas, envolvidas.
Adubar: Use ferramentas que garantam um fluxo constante de
conteúdos e ideias frescas para comentário.
Podar: Remova discussões, perfis, imagens e dados abandonados
que só atravancam o ambiente e dificultam o acesso às
informações que as pessoas desejam.
Taylor concluir afirmando que apenas raros casos as redes sociais não podem ser usadas na promoção da aprendizagem: nos contextos em que a informação precisa ser mantida em sigilo por conta de questões legais.
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Por que Tudo 2.0?

Este blog é o resultado das reflexões feitas com os colegas da empresa no curso de Introdução à Gestão do Conhecimento do Crie (Coppe-UFRJ).

Na última aula (não a final, mas a mais recente), o professor Nepô, cujo blog está na minha lista de favoritos à direita, fez uma provocação para que experimentássemos as novas tecnologias sociais disponíveis. Foi como se ele tivesse dito: ‘evite dizer que não gostou de um livro que nem mesmo leu!’

Já estive no Orkut por algum tempo, ainda não tenho Twitter, nunca fiz wiki, mas vou aceitar o desafio de entender um pouco melhor algumas dessas tecnologias. Decidi começar pelo blog, a mais estável delas.

Para mim, o grande benefício desse curso é a ‘sacudida mental’. Além de nos fazer pensar em gestão do conhecimento, os professores nos estimulam a pensar no que vem acontecendo no mundo desde que esse fator de produção começou a ser encarado como mais seriedade.

Este blog também resulta de leituras recentes sobre as mudanças que vêm ocorrendo em minha área de especialidade – a Linguística Aplicada. Antes, definíamos nosso foco de investigação como a busca de soluções para problemas relacionados ao uso da linguagem. Agora, a tendência tem sido a problematização e busca de inteligibilidades sobre os problemas com que nos defrontamos.

Nesse sentido, eu diria que o ‘problema’ (não necessariamente algo a ser eliminado) seria a compreensão das formas como esse mundo 2.0 vem modificando nossas formas de conviver, trabalhar e aprender. Esse é o problema ao qual pretendo me dedicar.

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