A coluna mais recente de Jakob Nielsen aborda a inclusão de ferramentas de suporte às redes sociais nas intranets corporativas.
Nielsen afirma que a inclusão das ferramentas, mesmo que encontrando resistência de algumas empresas, é esperado devido à entrada da Geração Y no mercado de trabalho. Os jovens dessa geração já estão acostumados a usar essas ferramentas (YouTube, Wikipedia, Facebook, Twitter, blogs) na vida cotidiana, logo deverão esperar encontrar essas ferramentas também nas empresas onde trabalharem.
Nielsen alerta que o processo não se restringe à adoção de ferramentas – não importa quais -, mas deve ser encarado como a busca de uma solução para uma demanda do negócio e que cada empresa terá necessidade de uma ou/e outra ferramenta, mas não de todas.
Ele relaciona, enfim, alguns fatores interessantes como resultado de uma pesquisa envolvendo 14 empresas, de 6 países, que já têm Intranets 2.0:
- A Intranet 2.0 costuma surgir e crescer na empresa como uma iniciativa ‘sem patrocínio’ até que demonstre seu valor à alta hierarquia;
- A alta hierarquia raramente tem entre seus membros representantes da Geração Y, portanto são os empregados da ponta os que aderem mais facilmente e ‘levantam a bandeira’;
- As comunidades formadas por meio dessas ferramentas costumam ser ‘autopoliciadas’, dispensando medidas de segurança drásticas. Basta que haja algum treinamento sobre a conduta apropriada e que não se permita o anonimato;
- A Intranet 2.0 tem a ver com a comunicação, mas também com negócios, portanto é necessário que alguém fique oficialmente responsável por garantir que os produtos dessa comunicação retroalimentem as áreas de negócio;
- As ferramentas devem ser integradas de forma natural aos recursos de Intranet já existentes, de forma que os empregados não precisem ter informações duplicadas em diferentes ambientes.
A implantação de uma Intranet 2.0 não é um processo simples nem tampouco rápido e depende muito da cultura da empresa. Naquelas em que os empregados percebem que a informação tem mais valor quando é guardada, uma iniciativa dessa natureza pode resultar em fracasso.
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A entrevista começa com uma descrição do que deveria ser a produção blogueira:
“As frases longas e bem elaboradas a que os leitores de José Saramago estão acostumados continuam lá, mas o ambiente é outro, justamente um que costuma pedir frases curtas, sem a necessidade de muita elaboração.”
Mas Saramago desmente essa opinião ao declarar:
“Escrever num blog não difere em nada de escrever numa folha de papel. Salvo a extensão do texto em que, no caso do blog, se aconselha uma certa brevidade, os escritores não estão condicionados por normas ou regras que, supostamente, caracterizariam o blog.”
E ainda:
“Continuo a utilizar frases longas, das que dão espaço e tempo para observações e análises quer considero necessárias. A tão louvada clareza das sínteses é, não raro, enganosa.”
Isso vai ao encontro de minha proposta de que o blog não é apenas (será que é de alguma forma?) uma ferramenta de comunicação mediada por computador, mas, sim, uma ferramenta de publicação mediada por computador. Não é CMC, mas PMC.
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Em um post anterior, narrei de forma pouco detalhada a história que me contou um blogueiro amigo sobre a entrevista que fizera com um filósofo.
A questão era que esse filósofo, um reconhecido estudioso das novas tecnologias, revelou não ter um blog porque não queria investir tempo e esforço em textos efêmeros. Eu busquei entender o porquê dessa decisão mesmo antes de ler a entrevista.
Pois a entrevista foi publicada no blog do amigo e agora posso revelar os nomes dos personagens - o amigo é o Nepomuceno e o filósofo é Pierre Lévy. E posso, enfim, ter a justificativa do próprio filósofo, que, como eu esperava, não confirma minhas ‘hipóteses’, pelo menos não totalmente:
Ele prefere se dedicar ao aprofundamento de ideias relativas a assuntos ‘inéditos’ e que o resultado desse aprofundamento seja publicado como livro. Isso confirma o que eu havia previsto ao supor que, por ele viver em uma cultura altamente letrada, deveria esperar que as ideias fossem depuradas, aprofundadas antes de adquirir a forma final, que seria registrada pela escrita e impressa.
Mas não houve nenhuma palavra a respeito do medo do plágio, que foi minha segunda hipótese.
Talvez esteja lá, inconsciente, mas não foi declarado.
Obrigado por partilhar esse evento conosco, Nepô!
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Estou instalando o socialseek para ver como é.
Promete ser uma ferramenta para:
Buscar palavras-chave em blogs, tweets, vídeos do YouTube, imagens do Flickr
Acompanhar sites
Comparar assuntos para descobrir qual é mais ‘quente’
E isso com a possibilidade de gerar gráficos, exportar os resultados de pesquisa como PDF ou CSV e… é grátis!
- Buscar palavras-chave em blogs, tweets, vídeos do YouTube e imagens do Flickr;
- Acompanhar sites;
- Comparar assuntos para descobrir qual é mais ‘quente’.
E com a possibilidade de gerar gráficos e exportar os resultados de pesquisa como PDF ou CSV.
Um detalhe: é gratuita!
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