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Vida longa ao E-mail

Tem-se alardeado que o e-mail, tecnologia de comunicação mediada por computador (CMC) mais popular durante décadas, estaria com os dias contados.

Mas um estudo recente sugere que isso pode não ser verdade e apresenta dados da Geração Y, justamente a mais antenada com novas tecnologias de CMC como as redes e mídias sociais, para mostrar a fragilidade das notícias sensacionalistas.

O estudo foi realizado em outubro com estudantes universitários dos Estados Unidos, que declararam que dificilmente deixariam de ler e enviar e-mails durante uma semana. Isso para quem passa, em média, 33 horas semanais em sites de redes sociais.

Uma razão apresentada para essa ‘fidelidade’ dos jovens a uma tecnologia tão ‘antiga’ é o fato de que as redes sociais costumam contar com o e-mail para enviar alertas e avisos de atualização aos usuários.

Outra pesquisa**, também feita nos Estados Unidos, mas no primeiro semestre deste ano, já sugeria que as redes sociais não causavam a queda no uso do e-mail.

Será que a morte do e-mail foi, então, decretada prematuramente?

 

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Blog é PMC, Cora?

Em sua coluna de hoje na Revista Digital do Jornal O Globo, Cora Rónai discute a possibilidade de os blogs estarem perdendo terreno para redes sociais como o Facebook.

Isso me fez pensar se o que estaria ocorrendo não seria uma transformação na natureza dessa ferramenta: de Comunicação Mediada por Computador (CMC) para Publicação Mediada por Computador (PMC).

abordei esse assunto antes, mas a leitura da coluna me fez pensar no assunto.

Aproveitei para deixar o comentário abaixo no blog de Cora.

O que será que ela vai dizer?

Oi, Cora.

Acho que seu pensamento reforça uma impressão que tenho: os blogs estão se tornando uma ferramenta para Publicação Mediada por Computador (PMC), uma publicação libertadora, claro, porque não submetida à censura de um Editor – mas ainda sujeitos à crítica de milhares de editores.

O Twitter, mesmo chamado de microblog, não parece ter a mesma natureza: é uma ferramenta de Comunicação Mediada por Computador (CMC) por excelência até mesmo por sua natureza ‘mestiça’: sua lógica de funcionamento é a do torpedo, os usuários inovaram ao adotar uma convenção do e-mail (@perfil) e ele vem permitindo às pessoas comunicar-se com fins os mais diversos.

Ou será que estou errado?

Abraço,
José Paulo

Ao evoluir para PMC, os blogs conquistam uma estabilidade que favorece sua apropriação para fins mais institucionais, mais ‘sisudos’ e menos interativos. É o que ocorre, por exemplo, com o Blog do Planalto, que, neste momento, se destina apenas a transmitir a visão dos seus gestores e não a propiciar um diálogo.

O Twitter, ao contrário, é CMC ‘radical’, pois elimina hierarquias (pode-se seguir/postar para um amigo, um astro de Hollywood, um filósofo contemporâneo), permite desde o diálogo um-para-um até o broadcasting um-para-muitos, favorece tradicional boca a boca e, literalmente, dá voz a quem tem a voz silenciada em outras mídias mais tradicionais.

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Twitter é CMC 2

No ano em que o Twitter foi criado (2006), um estudo de Java, Finin, Song e Tseng indicou que os 76 mil usuários de sua amostra usavam a ferramenta de microblogging, predominantemente, para descrever sua rotina diária, como se de fato tentassem responder a pergunta ‘O que você está fazendo?’.

Outros usos identificados na época foram a conversação (21% na amostra), sugerida pela presença do sinal ‘@’ para identificar destinatários das mensagens; o compartilhamento de informações e URLs (13% na amostra) e a propagação de notícias.

Um estudo mais recente, de Honeycutt e Herring, sugere que o Twitter vem cada vez mais assumindo o papel de ferramenta de conversação e indica um potencial para criação de ambientes formais de colaboração. Algo semelhante ao que já ocorre com as ferramentas de comunicação instantânea, mas com o benefício específico, por exemplo, da postagem via telefonia celular.

De certa forma, essa descoberta reforça minha visão do Twitter como ferramenta de comunicação (CMC) em contraste com os blogs, que seriam ferramentas de publicação (PMC).

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Governo Eletrônico 2.0

A McKinsey publicou um artigo de Baumgarten e Chui em que aborda os obstáculos ao sucesso das iniciativas de governo eletrônico. Embora o foco sejam iniciativas dos Estados Unidos, eles alertam que as questões relevantes podem ser aplicáveis a qualquer país, portanto precisamos saber o que eles têm a dizer.

Para os autores três fatores limitam o sucesso das iniciativas de governo eletrônico:

  1. Práticas de governança confusas e ineficientes, traduzindo-se, por exemplo, em serviços web de um mesmo órgão não consolidados em um portal único, o que obriga os cidadãos a ter múltiplos perfis de usuário em sites diferentes;
  2. Carência de profissionais técnicos qualificados para desenvolver e aperfeiçoar os serviços;
  3. Dificuldade para adoção do paradigma 2.0 mesmo em órgãos que já superaram as limitações anteriores, principalmente por causa de preocupações com segurança.

A superação dos fatores 1 e 2, para Baumgarten e Chui, facilita a superação do fator 3, o qual exige também uma radical mudança de perspectiva no sentido de considerar cidadãos, empresas e outros órgãos de governo como parceiros na criação de novos serviços e de conteúdo relevante.

O sucesso dependerá de uma estrutura de gestão bem organizada, tecnicamente capacitada e apoiada por informações (não suposições) que permitam a tomada de decisão.

Os autores citam alguns casos de sucesso, dentre os quais o Apps for Democracy de Washington DC, que economizou milhares de dólares graças ao desenvolvimento de serviços web por cidadãos com benefícios para a própria comunidade local.

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Nielsen e as Intranets 2.0

A coluna mais recente de Jakob Nielsen aborda a inclusão de ferramentas de suporte às redes sociais nas intranets corporativas.

Nielsen afirma que a inclusão das ferramentas, mesmo que encontrando resistência de algumas empresas, é esperado devido à entrada da Geração Y no mercado de trabalho. Os jovens dessa geração já estão acostumados a usar essas ferramentas (YouTube, Wikipedia, Facebook, Twitter, blogs) na vida cotidiana, logo deverão esperar encontrar essas ferramentas também nas empresas onde trabalharem.

Nielsen alerta que o processo não se restringe à adoção de ferramentas – não importa quais -, mas deve ser encarado como a busca de uma solução para uma demanda do negócio e que cada empresa terá necessidade de uma ou/e outra ferramenta, mas não de todas.

Ele relaciona, enfim, alguns fatores interessantes como resultado de uma pesquisa envolvendo 14 empresas, de 6 países, que já têm Intranets 2.0:

  1. A Intranet 2.0 costuma surgir e crescer na empresa como uma iniciativa ‘sem patrocínio’ até que demonstre seu valor à alta hierarquia;
  2. A alta hierarquia raramente tem entre seus membros representantes da Geração Y, portanto são os empregados da ponta os que aderem mais facilmente e ‘levantam a bandeira’;
  3. As comunidades formadas por meio dessas ferramentas costumam ser ‘autopoliciadas’, dispensando medidas de segurança drásticas. Basta que haja algum treinamento sobre a conduta apropriada e que não se permita o anonimato;
  4. A Intranet 2.0 tem a ver com a comunicação, mas também com negócios, portanto é necessário que alguém fique oficialmente responsável por garantir que os produtos dessa comunicação retroalimentem as áreas de negócio;
  5. As ferramentas devem ser integradas de forma natural aos recursos de Intranet já existentes, de forma que os empregados não precisem ter informações duplicadas em diferentes ambientes.

A implantação de uma Intranet 2.0 não é um processo simples nem tampouco rápido e depende muito da cultura da empresa. Naquelas em que os empregados percebem que a informação tem mais valor quando é guardada, uma iniciativa dessa natureza pode resultar em fracasso.

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