Posts tagged: escrita

O Blog de Saramago ou Saramago sobre Blogs

A entrevista começa com uma descrição do que deveria ser a produção blogueira:

“As frases longas e bem elaboradas a que os leitores de José Saramago estão acostumados continuam lá, mas o ambiente é outro, justamente um que costuma pedir frases curtas, sem a necessidade de muita elaboração.”

Mas Saramago desmente essa opinião ao declarar:

“Escrever num blog não difere em nada de escrever numa folha de papel. Salvo a extensão do texto em que, no caso do blog, se aconselha uma certa brevidade, os escritores não estão condicionados por normas ou regras que, supostamente, caracterizariam o blog.”

E ainda:

“Continuo a utilizar frases longas, das que dão espaço e tempo para observações e análises quer considero necessárias. A tão louvada clareza das sínteses é, não raro, enganosa.”

Isso vai ao encontro de minha proposta de que o blog não é apenas (será que é de alguma forma?) uma ferramenta de comunicação mediada por computador, mas, sim, uma ferramenta de publicação mediada por computador. Não é CMC, mas PMC.

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Escrita e pensamento

Há alguns anos li a obra Oralidade e Cultura Escrita, de Walter Ong, à qual tenho retornado com certa frequência.

A obra, como o próprio nome declara, faz uma análise comparativa entre a cultura oral e a cultura escrita.
O capítulo 4, chamado ‘A escrita reestrutura a consciência’, de certa forma diz muito sobre o que espero deste blog. Cito um trecho:
“A escrita, em seu sentido comum, foi e é a mais importante de todas as invenções humanas. Não é um mero apêndice da fala. Em virtude de mover a fala do mundo oral-auricular para um novo mundo sensorial, o da visão, ela transforma tanto a fala quanto o pensamento.” (p.100)
E mais:
“Dizer que a escrita é artificial não é condená-la, mas elogiá-la. Como outras criações artificiais, e, na verdade, mais do que qualquer outra, ela é inestimável e de fato fundamental para a realização de potenciais humanos mais elevados, interiores. As tecnologias não constituem meros auxílios exteriores, mas, sim, transformações interiores da consciência, e mais ainda quando afeitas à palavra. [...] A escrita aumenta a consciência.” (p.98)
Ao se propriar da escrita, portanto, a pessoa descobre novas formas de organizar seu arcabouço cognitivo.
Entre outras coisas, isso faz pensar no crime que é cometido toda vez que uma criança sai da escola com um diploma, mas é incapaz de escrever uma mensagem minimamente inteligível. Ela será privada de se apropriar do poder da escrita, que lhe garantiria o direito de reivindicar seu status de cidadã.Há alguns anos li a obra Oralidade e cultura escrita, de Walter Ong, à qual tenho retornado com certa frequência.
A obra, como o próprio nome declara, faz uma análise comparativa entre a cultura oral e a cultura escrita.
O capítulo 4, chamado ‘A escrita reestrutura a consciência’, de certa forma diz muito sobre o que espero deste blog. Cito um trecho:
“A escrita, em seu sentido comum, foi e é a mais importante de todas as invenções humanas. Não é um mero apêndice da fala. Em virtude de mover a fala do mundo oral-auricular para um novo mundo sensorial, o da visão, ela transforma tanto a fala quanto o pensamento.” (p.100)
E mais:
“Dizer que a escrita é artificial não é condená-la, mas elogiá-la. Como outras criações artificiais, e, na verdade, mais do que qualquer outra, ela é inestimável e de fato fundamental para a realização de potenciais humanos mais elevados, interiores. As tecnologias não constituem meros auxílios exteriores, mas, sim, transformações interiores da consciência, e mais ainda quando afeitas à palavra. [...] A escrita aumenta a consciência.” (p.98)
Ao se propriar da escrita, portanto, a pessoa descobre novas formas de organizar seu arcabouço cognitivo.
Entre outras coisas, isso faz pensar no crime que é cometido toda vez que uma criança sai da escola com um diploma, mas é incapaz de escrever uma mensagem minimamente inteligível. Ela será privada de se apropriar do poder da escrita, que lhe garantiria o direito de reivindicar seu status de cidadã.Há alguns anos li a obra Oralidade e cultura escrita, de Walter Ong, à qual tenho retornado com certa frequência.
A obra, como o próprio nome declara, faz uma análise comparativa entre a cultura oral e a cultura escrita.
O capítulo 4, chamado ‘A escrita reestrutura a consciência’, de certa forma diz muito sobre o que espero deste blog. Cito um trecho:
“A escrita, em seu sentido comum, foi e é a mais importante de todas as invenções humanas. Não é um mero apêndice da fala. Em virtude de mover a fala do mundo oral-auricular para um novo mundo sensorial, o da visão, ela transforma tanto a fala quanto o pensamento.” (p.100)
E mais:
“Dizer que a escrita é artificial não é condená-la, mas elogiá-la. Como outras criações artificiais, e, na verdade, mais do que qualquer outra, ela é inestimável e de fato fundamental para a realização de potenciais humanos mais elevados, interiores. As tecnologias não constituem meros auxílios exteriores, mas, sim, transformações interiores da consciência, e mais ainda quando afeitas à palavra. [...] A escrita aumenta a consciência.” (p.98)
Ao se propriar da escrita, portanto, a pessoa descobre novas formas de organizar seu arcabouço cognitivo.
Entre outras coisas, isso faz pensar no crime que é cometido toda vez que uma criança sai da escola com um diploma, mas é incapaz de escrever uma mensagem minimamente inteligível. Ela será privada de se apropriar do poder da escrita, que lhe garantiria o direito de reivindicar seu status de cidadã.

A obra, como o próprio nome declara, faz uma análise comparativa entre a cultura oral e a cultura escrita.

O capítulo 4, chamado ‘A escrita reestrutura a consciência’, de certa forma diz muito sobre o que espero deste blog. Cito um trecho:

“A escrita, em seu sentido comum, foi e é a mais importante de todas as invenções humanas. Não é um mero apêndice da fala. Em virtude de mover a fala do mundo oral-auricular para um novo mundo sensorial, o da visão, ela transforma tanto a fala quanto o pensamento.” (p.100)

E mais:

“Dizer que a escrita é artificial não é condená-la, mas elogiá-la. Como outras criações artificiais, e, na verdade, mais do que qualquer outra, ela é inestimável e de fato fundamental para a realização de potenciais humanos mais elevados, interiores. As tecnologias não constituem meros auxílios exteriores, mas, sim, transformações interiores da consciência, e mais ainda quando afeitas à palavra. [...] A escrita aumenta a consciência.” (p.98)

Ao se propriar da escrita, portanto, a pessoa descobre novas formas de organizar seu arcabouço cognitivo.

Entre outras coisas, isso faz pensar no crime que é cometido toda vez que uma criança sai da escola com um diploma, mas é incapaz de escrever uma mensagem minimamente inteligível. Ela será privada de se apropriar do poder da escrita, que lhe garantiria o direito de reivindicar seu status de cidadã.

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