Posts tagged: Facebook

Facebookicídio?

Duas matérias recentes sobre o Facebook chamaram minha atenção.

Na primeira, publicada no New York Times, fala-se em um pequeno, mas significativo, ‘êxodo’ de usuários, não obstante os 87,7 milhões de visitantes que a rede social recebeu nos Estados Unidos apenas em julho. A razão, segundo a matéria, está na constatação de que há interesses comerciais por trás da ferramenta.

Eu pergunto: mas isso não é óbvio? Todas as mídias 2.0 que hoje permitem acesso gratuito estão em busca de um modelo de negócios que lhes dê retorno. Assim é com o YouTube e assim também será com o Facebook. A questão é que deve haver um contrato claro que ofereça aos usuários garantias de que sua privacidade seja preservada quando eles assim o desejarem.

O que eu chamo de ‘Facebookicídio’ já ocorreu há alguns anos com o Google no Brasil, mas por razões diferentes, como descrevi em um artigo.

A segunda matéria, publicada no Wall Street Journal, explica por que o Facebook ‘mata’ as amizades. Segundo Liz Bernstein, as pessoas hoje dizem que estão muito ocupadas para encontrar os amigos e mesmo para pegar o telefone e ligar para eles, mas dedicam horas às mídias sociais. Além disso, elas parecem estar alheias ao fato de que nem tudo o que publicam nas redes será do interesse dos amigos ou será interpretado corretamente ou de forma positiva.

Muito embora tudo o que Liz afirma possa ser verdade, não culparia o Facebook nem qualquer outras tecnologia. Da mesma forma que não culparia os carros potentes pelos desastres nas estradas. O uso – e o abuso – das ferramentas é praticado pelas pessoas, portanto a decisão de manter os relacionamentos saudáveis também deve ser delas.

A questão é muito mais complexa do que se apresenta.

VN:F [1.9.5_1105]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)
VN:F [1.9.5_1105]
Rating: 0 (from 0 votes)

Onde as classes se encontram

Segundo pesquisa sobre hábitos na Internet feita pelo Instituto Informa sob encomenda da agência Binder/FC+M, as diferenças entre as classes sociais no Brasil tendem a se reduzir quando o assunto é uso de mídias sociais pelos jovens.

Dos cerca de 500 rapazes e moças brasileiros de 27 capitais consultados, o uso do Orkut está nos hábitos de 20% da classe A e 15% da classe C, sendo que o site social empata nas duas classes como o mais visitado em 63%, disparado acima do YouTube (A: 8%; C:10%).

Mas as diferenças se insinuam de outras formas:

  1. Uma vez que o Orkut se tornou extremamente popular, a classe média alta começa a migrar para o Facebook a fim de buscar alguma diferenciação;
  2. O significado atribuído pelos jovens ao fato de estarem na rede também varia em função da classe: para a classe A é uma oportunidade de autoexpressão, enquanto que a classe C é uma forma de crescimento pessoal;
  3. A classe A (21%) lê mais na rede do que na C (14%), sendo que os blogs são mais lidos por jovens da região Sudeste (15%).

Fonte: BALBIO, M. Encontro de geração. Revista O Globo. 30 ago. 2009. p. 20-21.

VN:F [1.9.5_1105]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)
VN:F [1.9.5_1105]
Rating: 0 (from 0 votes)

Novos Usos para Mídias Sociais

A comunidade Social Media Today fez uma pesquisa com 632 de seus participantes e visitantes que, de alguma forma, estão envolvidos com mídias sociais de forma profissional.

O resultado da pesquisa foi a constatação de que as empresas hoje usam as mídias sociais mais para broadcasting, isto é, para realizar ações de marketing e RP, do que para se engajar em comunicação efetiva com seus clientes. A revelação mais significativa desse estudo, entretanto, é que há indícios de que esse quadro se inverterá no futuro, com maior tendência ao foco no engajamento.

O relatório da pesquisa divide-se em três partes:

(1) Na primeira, apresenta-se um quadro geral do uso das mídias sociais. Nesse quadro, descobre-se que marketing e RP são os usos mais frequentes, com apoio às vendas e trabalho colaborativo vindo bem atrás. Empresas grandes (> 1000 empregados) frequentemente usam as mídias sociais para comunicação interna, enquanto as empresas pequenas (até 10 empregados) usam-nas para trabalho colaborativo. A existência de profissionais dedicados também às mídias sociais ocorre em 41,2% das empresas pesquisadas. As mídias mais usadas são: LinkedIn (79%), Facebook (77%), Twitter (75%) e blogs (68%). Apesar do posicionamento menos expressivo, é para os blogs que as empresas pretendem se voltar no futuro. Isso confirmaria a profissionalização da mídia sobre a qual falou Rosana Hermann.

(2) Na segunda, o Twitter e suas aplicações são destacadas. Atualmente, as empresas que utilizam a rede social o fazem para divulgar notícias quentes e apresentar uma face mais ‘pessoal’ de sua marca. A expectativa é que, no futuro, essas empresas passem a priorizar o engajamento, a criação de um relacionamento mais direto com seus clientes. Poucas empresas usam o Twitter para comunicação interna, e as que o fazem priorizam o compartilhamento de informações, conhecimentos e recursos, bem como para o networking.

(3) Na terceira, faz-se um apanhado das quatro funções gerais de mídias como Facebook e LinkedIn nas organizações.

(a) Vendas: Manter contatos com clientes e entender suas atitudes são os usos principais dessas mídias nas empresas. A tendência é que no futuro elas se dediquem à comunicação direta e à prospecção de vendas com foco em novos clientes autoidentificados ou conquistados nas redes sociais. A ideia por trás dessa tendência é que por meio da conversação genuína se chega à compreensão do que o cliente pensa sobre a marca, de seus valores e interesses e se obtém uma aproximação mais pessoal que pode trazer resultados. É importante lembrar que as pessoas estão nas redes para socializar e não para sofrer assédio de vendendores, o qual, quando ocorre, pode ter resultados negativos imprevisíveis.

(b) Marketing: Metade das organizações que usam essas redes o faz para autopromoção por meio de mensagens, para monitorar tendências dos consumidores e para oferecer um canal de comunicação com seus clientes. Cerca de 34% o faz para pesquisar ideias para novos produtos. A tendência futura é de ampliar o uso das redes como canal de comunicação direta com os clientes, o que se apresenta como uma necessidade para organizações que não queiram perder o espaço para os concorrentes.

(c) Relações Públicas: Manter uma página com o perfil da organização, distribuição de press releases e notícias, monitorar e responder às menções sobre a organização e seus produtos e interagir com blogueiros e jornalistas são os usos mais comuns nesta área. A visão é que os usos futuros continuem nessa linha.

(d) Comunicação Interna: As redes são usadas para compartilhar documentos e manter a comunicação entre equipes de trabalho, mas a visão de futuro tende a favorecer menos o primeiro uso.

VN:F [1.9.5_1105]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)
VN:F [1.9.5_1105]
Rating: 0 (from 0 votes)

Redes em Guerra

A competição entre as redes sociais, ou melhor, entre as empresas por trás delas, tem aumentado de forma perceptível nos últimos meses.

Mark Zuckerberg, criador do Facebook, acabou de visitar o Brasil, único país onde o Orkut, rede social do Google, é soberana, contando com mais de 35 milhões de usuários.

O Twitter, rede existente desde 2006 que só neste ano alcançou destaque, tem apenas 32 milhões de usuários, nem chegando perto dos 250 milhões do Facebook, mas vem crescendo muito rapidamente.

Para Maurício Moraes, a visita de Zuckerberg talvez não traga resultados significativos, pois o Facebook, com seus critérios de privacidade e aplicativos embutidos, não traz nenhuma novidade que o Orkut já não ofereça, logo a vitória dessa guerra, no Brasil, provavelmente será do Google.

Mas é justamente com o Google, a ferramenta de busca, e não com o Orkut, que o Twitter parece estar concorrendo. Pelo menos é isso que se deduz da reformulação recente por que passou a página inicial dessa rede.

Agora, ela privilegia as buscas. Como se sabe que o diferencial do Twitter em relação ao Google é significativo – ele tem sua própria base de dados e permite a obtenção de resultados oriundos de filtragem social e quase em tempo real – a empresa de Brin e Page terá novamente de inovar no quesito buscas relevantes.

Por fim, um novo entrante se insinua: o Yahoo! sinalizou a intenção de lançar sua própria ferramenta de microblogging.

Uma batalha como nunca antes se viu parece surgir no horizonte, só que, desta vez, parece que nós teremos muito a ganhar.

VN:F [1.9.5_1105]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)
VN:F [1.9.5_1105]
Rating: 0 (from 0 votes)