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Google Sidewiki

O Google vai lançar junto com sua barra de serviços para navegadores o Sidewiki, ferramenta que permitirá que os usuários insiram comentários sobre o conteúdo de páginas visitadas.

É certamente uma forma de explorar – no bom sentido – a inteligência coletiva. Os riscos de ‘deixar tanto poder nas mãos dos usuários’ serão minimizados por meio de um algoritmo que filtrará as contribuições e alçará as mais relevantes para posições de destaque.

O vídeo abaixo mostra como funcionará a ferramenta. Para saber mais, leia o texto em ReadWriteWeb.

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Empresa 2.0: diferentes interpretações

A expressão ‘Empresa 2.0′ foi cunhada por Andrew MacAffee em 2006 para descrever empresas que exploravam softwares de plataformas sociais emergentes, tanto dentro de suas estruturas quanto no relacionamento com seus parceiros e clientes, para permitir a colaboração e criação de comunidades virtuais.

Alguns traços das plataformas descritas por MacAffee são hoje encontrados em diversas mídia sociais como o Twitter (indiferença a hierarquias formais) e Orkut (aceitação de muitos tipos de dados) etc.

Mas há outras interpretações para a expressão, como, por exemplo, a de Tom Graves, que acrescenta novos traços constitutivos que permitem abarcar mais do que apenas as mídias sociais colaborativas que conhecemos:

  1. Mobilidade: sistemas que permitem consulta ao estoque por meio de dispositivos portáteis como celulares;
  2. Busca e recuperação de dados: adoção da estratégia do Google (são 18 bilhões de páginas à disposição!) à recuperação de documentos corporativos;
  3. Open Source: adoção de sistemas de código aberto como forma de reduzir custos e assegurar controle de versões;
  4. Cloud Computing: acesso à informação para além da estrutura fechada de uma rede corporativa com redução de custos;
  5. Business Intelligence: exploração das informações disponíveis em bancos de dados corporativos para detecção de tendências, previsão de riscos e tomada de decisão.
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Pierre Lévy, Google e Web Semântica

O filósofo Pierre Lévy foi entrevistado, em maio deste ano, pela revista Multitudes. Na ocasião, ele falou sobre o Google, sobre padrões da Web e sob a pesquisa internacional que coordena para desenvolvimento de uma web semântica.

Lévy inicialmente reconhece o Google como a primeira ferramenta de busca a explorar, mesmo que de forma pouco sofisticada, a inteligência coletiva dos usuários da Web. A explicação é que o algoritmo do PageRank, tecnologia proprietária criada por Sergey Brin e Larry Page, valoriza os sites para os quais converge maior quantidade de links que, por sua vez, tenham sido originados de sites que também recebam muitos links.

Ao mesmo tempo que valoriza a a ‘extraordinária ambição computacional’do Google em abarcar todo o conteúdo da Web, o filósofo alerta para os riscos inerentes nesse projeto: a expisição à censura governamental, à manipulação comercial e à apropriação pelos órgãos de inteligência estatais.

Não obstante o alcance do Google, Lévy afirma que a pesquisa e a filtragem da informação ainda estão na pré-história, pois as ferramentas existentes ainda se baseiam no processamento de caracteres (palavras-chave) e não de conceitos, o que agrava o acesso irrestrito à informação quando se levam em conta o caráter multilingual da Web e as limitações dos sistemas de tradução automática disponíveis.

O entrevistado afirma que, a julgar pelas iniciativas das grandes empresas (Google, Yahoo! Microsoft etc.), que compõem o World Wide Web Consortium (W3C), o quadro não evoluirá muito, pois elas não têm por meta o desenvolvimento da inteligência coletiva da humanidade, e sim os resultados financeiros. Caberá às universidades buscar inovações que realmente tragam benefícios à sociedade, mas essas inovações exigirão a invenção de novos sistemas simbólicos.

A Web atual, segundo Lévy, é uma teia de documentos conectados por hiperlinks – uma web de dados. Ele até reconhece a existência da iniciativa do W3C de criar algo próximo de uma web semântica, mas alerta que essa iniciativa ainda estará longe de permitir a codificação da informação pelo significado de forma a garantir acesso irrestrito à inteligência coletiva da humanidade.

O que Lévy e sua equipe de pesquisadores propõem é um sistema universal de codificação das ideias e conceitos que independa das linguagens naturais, da mesma forma que, por exemplo, o formato MP3 independe da linguagem musical utilizada. Esse sistema universal originaria uma web de metadados – como nas tags criadas espontaneamente pelos blogueiros – anexa (e jamais oposta) à web de dados que já existe. Ele explica que, com o poder computacional descentralizado que temos hoje, graças à computação em nuvem, tudo o que falta é justamente o tal sistema simbólico unificador.

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Twitter é o novo Google?

Google e Twitter são coisas muito distintas!

Mas será mesmo?

Vejamos duas situações:

1 – Você acaba de se mudar para um novo bairro e não conhece os bons restaurantes do local, mas observa que pessoas semelhantes a você em idade, perfil socioeconômico e cultural frequentam uma cantina italiana numa rua residencial a duas quadras de seu prédio. Você passa a frequentar esse restaurante e descobre ter feito uma excelente escolha. Isso é ‘a abordagem Google’ à escolha de restaurantes.

O Google é uma ferramenta de busca alimentada por um algoritmo, uma programação inteligente, que segue a seguinte lógica: se há muitos sites importantes apontando links para o site A, este site deve ser relevante, portanto receberá nota alta. É a lógica da academia, segundo a qual o pesquisador mais importante é aquele cujos artigos têm mais citações de outros pesquisadores.

2 – Você consegue um novo empregado em outra cidade e não conhece bem o bairro para onde se mudou. Para sua sorte, vários de seus novos amigos de empresa, pessoas muito legais, moram na sua vizinhança e recomendam dois restaurantes ótimos: um de comida japonesa e outro de comida mexicana. Você passa a frequentar esses restaurantes e descobre que seus amigos têm ótimo gosto. Isso é a ‘abordagem Twitter’ à escolha de restaurantes.

O Twitter não é (ainda) uma ferramenta de busca, mas poderá se tornar uma, pois seu recurso de pesquisa pode ser usado para buscar mensagens de usuários sobre determinado tema a partir de palavras-chave (como se faz no Google). O interessante é que as mensagens encontradas podem ser de natureza variada: comentários de usuários leigos ou especialistas, críticas de consumidores, links para sites contendo matérias ou resenhas etc.

O grande diferencial é que as pesquisas feitas no Twitter apresentam resultados que são gerados (produzidos ou filtrados e recomendados) pelos próprios usuários da ferramenta. E são geralmente fresquíssimos, podendo conter posts produzidos há alguns minutos.

Isso o Google ainda não consegue fazer.

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