Segundo pesquisa sobre hábitos na Internet feita pelo Instituto Informa sob encomenda da agência Binder/FC+M, as diferenças entre as classes sociais no Brasil tendem a se reduzir quando o assunto é uso de mídias sociais pelos jovens.
Dos cerca de 500 rapazes e moças brasileiros de 27 capitais consultados, o uso do Orkut está nos hábitos de 20% da classe A e 15% da classe C, sendo que o site social empata nas duas classes como o mais visitado em 63%, disparado acima do YouTube (A: 8%; C:10%).
Mas as diferenças se insinuam de outras formas:
- Uma vez que o Orkut se tornou extremamente popular, a classe média alta começa a migrar para o Facebook a fim de buscar alguma diferenciação;
- O significado atribuído pelos jovens ao fato de estarem na rede também varia em função da classe: para a classe A é uma oportunidade de autoexpressão, enquanto que a classe C é uma forma de crescimento pessoal;
- A classe A (21%) lê mais na rede do que na C (14%), sendo que os blogs são mais lidos por jovens da região Sudeste (15%).
Fonte: BALBIO, M. Encontro de geração. Revista O Globo. 30 ago. 2009. p. 20-21.
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Raquel Recuero e Gabriela Zago descobriram que 77% dos participantes de sua pesquisa sobre o Twitter no Brasil também tinham blog.
Raquel sugeriu três razões para esse comportamento:
- O Twitter fornece a um blogueiro informações previamente coletadas e filtradas que podem alimentar novos posts de seu blog;
- O blogueiro pode usar o Twitter para divulgar esses novos posts para sua relação de leitores (ou seguidos);
- O Twitter permite ao blogueiro medir o impacto desses novos posts sobre os leitores do blog a partir dos comentários e críticas que os mesmos leitores postem no Twitter.
A pesquisadora conclui, portanto, que blogs e Twitter são, de alguma forma, complementares.
Eu me arrisco a fazer uma análise adicional: blogueiros que têm perfil no Twitter e seguem os comportamentos 2 e 3 demonstram conhecimento, mesmo que de forma incidental, de uma prática de usabilidade ao apresentar aos seus leitores níveis de aprofundamento distintos na leitura.
Assim, um leitor pode se contentar com a leitura de um post que o usuário do Twitter @fulanodetal publicou sobre o assunto assunto X e não clicar no link que direciona para o texto integral no blog desse mesmo usuário. Já outro leitor pode buscar um aprofundamento que só o blog, não limitado pela quantidade de caracteres, permite e clicar no tal link.
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