Posts tagged: marketing

Por que tuítam os famosos?

A Revista da TV do Jornal O Globo traz hoje uma matéria sobre os famosos que têm perfil no Twitter. O título da matéria parece já responder a pergunta que faço: eles querem ter contato mais direto com seus fãs.

William Bonner, âncora do Jornal Nacional, tem um perfil com mais de 190 mil seguidores cujas mensagens apresentam alguém bem diferente do jornalista sério que ele já provou ser. Em um post recente, ele declarou:

“No Twitter, eu me divirto muito com essa bobagem que escrevo. e vejo que muitos de vocês também se divertem e se surpreendem.”

Sobre o motivo de não ter (também) um blog, ele afirmou:

“Mas isso é twitter. Mensagens curtas, descompromissadas. Um blog seria insuportável, só com essas brincadeiras. Não sou humorista.”

Mas há famosos para quem o contato com fãs pode render resultados profissionais. Os humoristas, por exemplo, costumam testar antes com seus seguidores as piadas que contarão em shows e programas.

E há os que exploram seus perfis com fins mais obviamente comerciais, recebendo para exibir publicidade, o que nem sempre é uma prática vista com bons olhos.

BRAVO, Z. Contato direto e imediato. Revista da TV. Domingo, 1º nov. 2009. p. 16.

VN:F [1.9.3_1094]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)
VN:F [1.9.3_1094]
Rating: 0 (from 0 votes)

Há valor nas redes!

Pesquisa da Wetpaint e do Altimeter Group sugere que as maiores marcas do mundo vêm percebendo valor ao se engajar nas redes sociais.

A pesquisa correlaciona desempenho financeiro com amplitude e profundidade no uso de blogs, Facebook, YouTube e Twitter, entre outras redes, mas não permite de fato enxergar uma relação causal.

De qualquer forma, o resultado dessa pesquisa precisa ser considerado e aqui vai um resumo:

  • Foram consultadas as empresas detentoras das 100 marcas mais importantes, segundo a edição de 2008 da Best Global Brands da Businessweek/Interbrand;
  • Avaliaram-se tanto a amplitude (quantidade de redes sociais empregadas) quanto a profundidade ou engajamento (mais do que apenas presença nas redes, significa a interação real e frequente, o estímulo a discussões e disposição de responder);
  • Descobriu-se que o aumento de amplitude acelera o engajamento devido ao efeito aprendizagem que se transfere do uso de uma rede para a adoção de outras, mesmo sabendo-se que as redes exigem estratégias diferentes;
  • Descobriu-se que o engajamento difere em função da indústria e também dentro de uma mesma indústria.

A pesquisa evidenciou que existem quatro perfis de adoção de redes sociais:

  1. Maven: Altamente engajada em 7 ou mais redes;
  2. Butterfly: Fracamente engajada em 7 ou mais redes;
  3. Selective: Altamente engajada em, no máximo, 6 redes;
  4. Wallflower: Fracamente engajada em, no máximo, 6 redes.

Mavens, as especialistas, têm uma estratégia forte e equipe dedicada às redes, pois reconhecem que elas representam sua força no mercado. As butterflies enfrentam problemas internos para provar o valor da maioramplitude no uso das redes sociais. Nas selectives, o problema tem a ver com o tamanho das equipes dedicadas, geralmente muito pequenas. As wallflowers ainda estão mapeando o terreno, por isso adotam a estratégia de começar pequeno para minimizar riscos.

VN:F [1.9.3_1094]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)
VN:F [1.9.3_1094]
Rating: 0 (from 0 votes)

Ainda em resposta ao Culto do Amador

O vídeo de casamento de Jill e Kevin foi postado no YouTube e se tornou um sucesso de audiência (14.728.141 exibições até hoje).

Não fosse o vídeo interessante em si pela alegria do casal e dos presentes à cerimônia, ele também é interessante porque mostra que nem tudo no argumento de Andrew Keen sobre as redes sociais estarem matando nossa cultura, economia e valores está correto – se é que há, de fato, algo correto nos argumentos dele.

O fato é que a música dançante que toca na cerimônia (Forever) é de Chris Brown e, muito provavelmente, não teve sua execução autorizada para aquele tipo de evento.

A gravadora poderia ter exigido que o YouTube removesse o vídeo por uso não-autorizado de material protegido por direitos autorais.

Mas ela não fez isso. Ela simplesmente acrescentou uma camada de anúncio sobre o vídeo – uma funcionalidade recente no YouTube – com links para vender a canção na Amazon e na iTunes. O sucesso da iniciativa não demorou a aparecer e superou resultados esperados.

Nada mal para uma tecnologia que ‘incentiva amadores a burlar direitos autorais’. A gravadora de Chris Brown, pelo menos, viu valor nela.

OBS.: Post baseado em matéria de Jay Rosen no Open Salon.

VN:F [1.9.3_1094]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)
VN:F [1.9.3_1094]
Rating: 0 (from 0 votes)

Mas o que é esse tal de Tuíta?

Usos do Twitter

Usos do Twitter - (c) José Paulo de Araújo

Para justificar esse esquema, encontrei os seguintes exemplos:

  • Comunicação Pessoal:  manutenção de vínculo entre amigos e conhecidos, mas também para acompanhamento da vida de personalidades;
  • Pesquisa: busca de informações, com propósitos pessoais, acadêmicos ou profissionais, e as vantagens de obter resultados filtrados por uma rede social e com atualização em tempo real;
  • Marketing: uso corporativo para monitoramento de imagem, divulgação de marca, oferta de promoções;
  • Publicação: clipping (geralmente) com direcionamento para outras fontes por meio de links curtos (tiny URLs).

Já que não custa nada, me arrisco no embaraçoso mundo da futurologia: o Twitter poderá se tornar uma ‘über rede social’ agregadora de funcionalidades customizáveis que permitirão aos usuários executar atividades variadas (sociais, profissionais, acadêmicas, lúdicas) a partir de um ponto central.

VN:F [1.9.3_1094]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)
VN:F [1.9.3_1094]
Rating: +1 (from 1 vote)

Ei, Twitter, o que você está fazendo?

Para uma ferramenta lançada em 2006, sem muito sucesso (DELFINI, 2009), até que ele vem surpreendendo, tanto na audiência quanto nos usos.

Usuários
Um estudo de 2008 (KRISHNAMURTHY, GILL e ARLITT, 2008) demonstrou que o Brasil estava na lista dos 10 países com maior presença no Twitter, mas foi apenas no primeiro semestre de 2009 que a ferramenta de fato se popularizou no país. Segundo o Ibope (FELITTI, 2009), o número de visitantes do Twitter no Brasil saltou de 344 mil em fevereiro deste ano para 677 mil em março, um aumento de quase 97%. E o perfil desses usuários já é conhecido: predominam homens adultos (entre 35 e 49 anos), solteiros, muitos com experiência em outras ferramentas de redes sociais.

As pesquisas indicam que eles conheceram a ferramenta por meio do velho boca a boca, e a usam para se ficar atualizados, trocar conteúdos e manter contato pessoal com amigos (BULLET, 2009; FELITTI, 2009).

Tal como ocorre nos blogs, os usuários do Twitter usam a ferramenta como fonte de informações confiáveis na busca de opiniões e dicas. Um número significativo desses usuários (87%), segundo pesquisa da Bullet, aprovou as dicas recebidas na rede social.

Proporcionalmente, entretanto, ainda há poucos usuários no país, contando apenas 3,9% do total estimado de 255 milhões de internautas. O potencial de crescimento é enorme e, a julgar pelos usos que vêm sendo dados à ferramenta, esse potencial poderá logo se converter em realidade.

Uso Corporativo
As grandes empresas, principalmente estrangeiras, têm demonstrado interesse  no potencial do Twitter. Segundo a revista Fortune, 36 das 100 maiores empresas de seu ranking já exploram a ferramenta de alguma forma (DELFINI, 2009).

Empresas de construção vêm aproveitando a popularidade da rede social para divulgar promoções exclusivas que acabam resultando em vendas (PACHECO, 2009). A audiência conquistada acaba por aumentar também a presença da marca das empresas a custo zero, o que pode se traduzir em resultados.

Para empresas como as corretoras de investimentos, que precisam ter agilidade no fornecimento de informações aos clientes, ter uma conta no Twitter representa um enorme diferencial competitivo (PACHECO, 2009).

Serviços de atendimento a clientes (SACs) de grandes empresas também já migraram para a ferramenta (BARIFOUSE, 2008).

Mesmo empresas preocupadas em apenas rastrear os movimentos do mercado a partir das opiniões dos consumidores têm a ganhar com a existência do Twitter, pois já existem ferramentas capazes de rastrear os comentários sobre seus produtos e serviços feitos pelos usuários da rede social (BARIFOUSE,2008). Para o presidente da agência DM9DDB, monitorar as redes sociais é uma forma de proteger os clientes, pois comentários feitos no Orkut e no Twitter, por exemplo, podem “derrubar uma marca ou destruir uma promoção” (VALENTE, 2009).

Outro uso possível do Twitter é a formação de redes internas nas empresa para estímulo às inovações, fez a IBM com o lançamento da Blue Twit (BARIFOUSE, 2008).

Os benefícios também existem para quem busca emprego, pois algumas consultorias de RH já têm suas contas no Twitter para oferta de vagas (PACHECO, 2009).

Uso Social
O Twitter tem começado a despontar como ferramenta de mobilização. Vários cidadãos organizados já veem a possibilidade de usar a rede social para, por exemplo, partilhar informações que garantam a circulação segura em vias públicas de grandes cidades (GERBASE, 2009).

A ferramenta também vem sendo empregada por motoristas para criar uma rede de informações sobre as condições do trânsito, o que poderá facilitar o fluxo em regiões críticas das metrópoles (O TRÂNSITO, 2009).

Twitter na Política
Dois grandes eventos da política internacional demonstraram o poder do Twitter: a eleição de Barack Obama nos Estados Unidos em 2008 e a crise no Irã após as eleições de 2009.

A campanha de Obama, embora não tenha sido a primeira na história da política americana a explorar as tecnologias de redes sociais, foi a primeira a fazê-lo de forma abrangente (várias tecnologias) e criativa (NATIONS, s.d).

No caso do Irã, a divulgação dos resultados da eleição de 2009 deflagrou protestos que, durante algum tempo, contaram com a cobertura da imprensa internacional. Quando os jornalistas internacionais começaram a ser censurados e mesmo expulsos do país, coube aos internautas iranianos enviar para fora, via Twitter, o relato dos fatos que ocorriam diariamente em seu país (PEREIRA, 2009).

Um estudo estimou que, entre 7 (período pré-eleitoral) e 26 de junho, pouco mais de dois milhões de mensagens foram publicadas na rede social (BLANCO, 2009). A possibilidade de publicar mensagens a partir de telefones celulares contribuiu para que os relatos sobre a crise continuassem a ser divulgados mesmo sob risco de bloqueio no acesso à Internet a partir do país.

China, Moldávia e Guatemala engrossam a lista de países com regimes ‘linha-dura’ que também  tiveram de enfrentar o poder do Twitter.

Twitter vs. Mídias Tradicionais
O Twitter, mais do que os blogs, demonstrou o poder democrático das redes sociais na disseminação da informação. A exigência de concisão (publicar com até 140 caracteres) e a facilidade de uso deram à ferramenta um apelo irresistível, pois qualquer usuário passou a poder tornar-se ‘jornalista e editor’ de seu próprio veículo informativo. (ALBUQUERQUE, 2009)

Uma das principais críticas que se faz ao Twitter, bem como às demais redes sociais, tem a ver com a credibilidade (BLANCO, 2009), a qual, para alguns estudiosos, só é garantida pelos veículos tradicionais e já estabelecidos, que “conseguem processar relatos, debates, pensamentos com independência dos poderes constituídos” (BUCCI, 2009).

Referências
ALBUQUERQUE, A. de. Tocqueville vai ao Twitter. O Globo, Rio de Janeiro,  18 jul. 2009. p.3.

BARIFOUSE, D. O que você está fazendo? In: Época Negócios. Outubro 2008. p. 30.

BLANCO, S. Twitter não basta para revolução. El País. 10 jul. 2009.

BUCCI, E. Entrevista. O Globo. Rio de Janeiro, 18 jul. 2009,  p.2.

BULLET. Twitter Brasil. Disponível em: <http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/files/615/2009/06/pesquisa_twitter.pdf>. Data de acesso: 17 jul. 2009

DELFINI, L. Twitter: O que você está fazendo? Locaweb, São Paulo. Edição 16, Jul. 2009, p. 34-43

FELITTI, G. Tráfego do Twitter cresce 96,8% em março no Brasil. IDG Now. Disponível em: <http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/04/13/trafego-do-twitter-cresce-96-8-em-marco-no-brasil-afirma-ibope/>. Data de acesso: 17 jul. 2009.

GERBASE, F. Moradores de Botafogo criam movimento para conter violência. O Globo, Rio de Janeiro, 12 jul. 2009,  p.15.

KRISHNAMURTHY, B.; GILL, P. e ARLITT, M. A few chirps about twitter.  In:  WOSP ’08: Proceedings of the first workshop on Online social networks. 2008, pp. 19-24.

O TRÂNSITO está livre no Twitter. O Globo, Rio de Janeiro, 18 jul. 2009, p.4.

NATIONS, D. How Barack Obama Is Using Web 2.0 to Run for President. s.d. Disponível em: <http://webtrends.about.com/od/web20/a/obama-web.htm> Data de acesso: 22 jul. 2009.

PACHECO, N. Twitter: nova ferramenta de negócios. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 16 jul. 2009, p. E1.

PEREIRA, R. Rebelião 2.0. Época: São Paulo. p. 102-106. 22 jun. 2009

VALENTE, S. ‘Passamos a monitorar todas as redes sociais’. O Globo, Rio de Janeiro, 26 jul. 2009, p. 27.

VN:F [1.9.3_1094]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)
VN:F [1.9.3_1094]
Rating: 0 (from 0 votes)