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	<title>Tudo 2.0 &#187; mobilização social</title>
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		<title>Blogosfera 2009</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 12:20:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[mobilização social]]></category>
		<category><![CDATA[Technorati]]></category>
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		<category><![CDATA[Yoani Sánchez]]></category>

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		<description><![CDATA[A pesquisa anual Estado da Blogosfera, feita pela Technorati, apresentou seu sexto relatório no mês passado. Embora os dados abranjam blogs de 50 países, quase a metade dos blogueiros que participaram é dos Estados Unidos. De qualquer forma, os resultados da pesquisa apontam um amadurecimento da blogosfera mundial e sugerem uma grande familiaridade com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pesquisa anual <a href="http://technorati.com/blogging/feature/state-of-the-blogosphere-2009/" target="_blank">Estado da Blogosfera</a>, feita pela <a href="http://technorati.com/" target="_blank">Technorati</a>, apresentou seu sexto relatório no mês passado. Embora os dados abranjam blogs de 50 países, quase a metade dos blogueiros que participaram é dos Estados Unidos.</p>
<p>De qualquer forma, os resultados da pesquisa apontam um amadurecimento da blogosfera mundial e sugerem uma grande familiaridade com a mídia, visto que os participantes relataram ter, em média, três ou quatro blogs.</p>
<p>Blogueiros continuam a apresentar um perfil diferenciado: homens (2/3 do total), adultos (18-44 anos), com nível educacional alto em relação à população geral (40% são pós-graduados). Pode-se dizer que se trata de um público formador de opinião ou, pelo menos, capaz de refletir sobre os fatos. Cerca de 30% são, de fato, capazes de influenciar a opinião dos internautas, pois são de alguma forma relacionados às mídias tradicionais (escritores, repórteres).</p>
<p>A pesquisa propõe uma classificação dos blogueiros em quatro categorias:</p>
<ul>
<li>Blogueiros por Passatempo: Representam a maioria (72%). Diferentemente dos demais, não são remunerados por sua atividade, que realizam por diversão. Costumam publicar semanalmente.</li>
<li>Blogueiros em Tempo Parcial: Representam os 15% que têm no blog um complemento de renda. A maioria (75%) quer apenas compartilhar seus conhecimentos.</li>
<li>Blogueiros Autônomos: Representam os 9% mais profissionais desse universo, pois são remunerados por sua atividade, a qual é executada em tempo integral em nome de sua própria empresa ou organização. Coincidentemente, são os que mais usam (88%) o Twitter.</li>
<li>Blogueiros Profissionais: Representam os 4% que blogam para uma empresa ou organização. A maioria (70%) o faz para compartilhar expertise.</li>
</ul>
<p>Autoexpressão e compartilhamento de expertise são as razões mais frequentemente apresentadas para serem blogueiros &#8211; o que não representa uma mudança em relação às pesquisas anteriores. Os Blogueiros por Passatempo têm maior propensão a discutir os aspectos políticos dos temas que publicam, o que raramente ocorre nas demais categorias.</p>
<p>A emergência de outras mídias (p.ex. Twitter) e redes sociais vem causando impacto na blogosfera, pois os blogueiros que vêm aderindo às novidades relatam que têm atualizado seus blogs com frequência menor. De fato, blogueiros  têm maior tendência a usar o Twitter do que o restante da população, e o fazem com propósitos diversos: divulgar seus blogs, destacar links interessantes e descobrir as tendências do momento.</p>
<p>Os blogs têm-se caracterizado por uma crescente sofisticação em termos de informação e suporte tecnológico: a maioria (85%) explora recursos como tags, que facilitam a recuperação de textos; grande número (82%) dos blogueiros usam fotos e vídeos em seus blogs; um número ainda pequeno (20%), mas não desprezível, de blogueiros afirma atualizar seus blogs por meio de dispositivos móveis.</p>
<p>Segundo David Hughes, a maturidade dos blogs os transformou em ferramentas poderosas para ativistas, como se observou neste ano durante os protestos contra as eleições iranianas e durante a campanha presidencial nos Estados Unidos no ano anterior. Os participantes da pesquisa acreditam que o maior impacto da blogosfera ocorra mesmo na política e nos negócios.</p>
<p>A pesquisa conclui que a blogosfera se tornou uma &#8216;caixa de ressonância&#8217; para identificação de questões que devem merecer atenção da sociedade. Mesmo que os blogs abordem questões locais, é preciso reconhecer que sua platéia pode ser universal, o que amplifica o significado dessas questões (creio que o <a href="http://www.desdecuba.com/generaciony/" target="_blank">blog de Yoani Sánchez</a> seja um exemplo perfeito disso). Isso resulta na nova tendência puxada pela blogosfera: a globalização da liberdade de expressão.</p>
<p><a href="http://www.comunicar.pro.br/2009/11/20/blogosfera-2009/" rel="bookmark">Blogosfera 2009</a> originally appeared on <a href="http://www.comunicar.pro.br">Tudo 2.0</a> on 20 de Novembro de 2009.</p>
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		<title>Um Twitter na Escuridão</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 11:40:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ferramentas]]></category>
		<category><![CDATA[empoderamento]]></category>
		<category><![CDATA[mobilização social]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[No incidente de 10 de novembro, que deixou 18 Estados às escuras, o Twitter demonstrou, mais uma vez,  seu potencial como ferramenta de informação em tempo real. Pelo menos isso ficou muito claro (sem trocadilhos) para mim. Impossibilitado de me conectar, assim que desconfiei que a falta de energia era mais do que apenas um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No incidente de 10 de novembro, que deixou 18 Estados às escuras, o Twitter demonstrou, <a href="http://www.comunicar.pro.br/2009/07/22/ei-twitter-o-que-voce-esta-fazendo/">mais uma vez</a>,  seu potencial como ferramenta de informação em tempo real. Pelo menos isso ficou muito claro (sem trocadilhos) para mim.</p>
<p>Impossibilitado de me conectar, assim que desconfiei que a falta de energia era mais do que apenas um problema no bairro, liguei o rádio do celular e passei a acompanhar uma das estações que ainda estava no ar. Era uma das que transmitem notícias 24 horas. O assunto, claro, não poderia ser outro que não o &#8216;apagão&#8217; (depois rebatizado como blecaute).</p>
<p>O mais interessante foi poder saber, em tempo real, o que acontecia em meu Estado, em São Paulo, no Paraná, no Rio Grande do Sul, na Bahia etc. graças às curtas mensagens de 140 caracteres que outros ouvintes postavam no perfil da rádio naquele momento.</p>
<p>Os jornalistas mal coneguiam acompanhar a enxurrada de mensagens e frequentemente informavam que iam atualizar a página. Cada ação dessas trazia dezenas de novas mensagens, algumas desmentidas nos minutos seguintes à medida que os fatos evoluíam (ou não) e o problema começava a ser resolvido.</p>
<p>Era angustiante saber que grande parte do país estava às escuras e pensar que conhecidos poderiam estar presos em elevadores ou desorientados nas ruas, mas era também reconfortador saber que algumas cidades já começavam a ter o fornecimento normalizado.</p>
<p>Essa data ficará marcada para mim. Quando me perguntarem o que eu estava fazendo na hora do apagão/blecaute de 10 de novembro de 2009, eu direi que estava &#8216;ouvindo&#8217; o Twitter no celular.</p>
<p>Parabéns à equipe da <a href="http://twitter.com/radiobandnewsfm" target="_blank">Bandnews FM</a> pela cobertura!</p>
<p><a href="http://www.comunicar.pro.br/2009/11/14/um-twitter-na-escuridao/" rel="bookmark">Um Twitter na Escuridão</a> originally appeared on <a href="http://www.comunicar.pro.br">Tudo 2.0</a> on 14 de Novembro de 2009.</p>
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		<title>O Twitter da Lei Seca</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 20:54:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ferramentas]]></category>
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		<description><![CDATA[O Twitter da Lei Seca, com mais de 14 mil seguidores, foi criado para avisar motoristas dos locais onde ocorrem as blitzen organizadas para reprimir a direção sob efeito de álcool. A iniciativa, que começou no Rio de Janeiro e vem sendo adotada em outras cidades do país, não constitui crime e pode até ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://twitter.com/LeiSecaRJ" target="_blank">Twitter da Lei Seca</a>, com mais de 14 mil seguidores, foi criado para avisar motoristas dos locais onde ocorrem as <em>blitzen </em>organizadas para reprimir a direção sob efeito de álcool.</p>
<p>A iniciativa, que começou no Rio de Janeiro e vem sendo adotada em outras cidades do país, não constitui crime e pode até ser vista como uma contribuição para a sociedade, pois previne grandes transtornos no trânsito nos locais onde as <em>blitzen </em>ocorrem.</p>
<p>Mas será ética?</p>
<p>BRISOLLA, F. Siga-me. <strong>Revista O Globo</strong>. 1º dez. 2009. p 18-19 [leia em <a href="http://bit.ly/3RgnNX" target="_blank">PDF</a>]</p>
<p><a href="http://www.comunicar.pro.br/2009/11/01/o-twitter-da-lei-seca/" rel="bookmark">O Twitter da Lei Seca</a> originally appeared on <a href="http://www.comunicar.pro.br">Tudo 2.0</a> on 1 de Novembro de 2009.</p>
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		<title>Biz na Veja: o futuro do Twitter</title>
		<link>http://www.comunicar.pro.br/2009/10/18/biz-na-veja-o-futuro-do-twitter/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 16:12:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Christopher Isaac  &#8217;Biz&#8217;  Stone é uma das personalidades mais influentes do mundo, segundo a revista Time. Aos 35 anos, Biz é um dos criadores do Twitter, ferramenta que, segundo declara à revista Veja desta semana, foi lançada sem a certeza de que despertaria algum interesse. De fato, por quase dois anos (2006-2008), o interesse foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Christopher Isaac  &#8217;Biz&#8217;  Stone é uma das personalidades mais influentes do mundo, segundo a revista Time. Aos 35 anos, Biz é um dos criadores do Twitter, ferramenta que, segundo declara à revista Veja desta semana, foi lançada sem a certeza de que despertaria algum interesse.</p>
<p>De fato, por quase dois anos (2006-2008), o interesse foi pouco, mas vem crescendo a ponto de ser considerado um dos trunfos da vitoriosa campanha presidencial de Barack Obama. Biz acredita que essa relação entre o twitter e a política tem a ver tanto com a facilidade que a ferramenta traz para quem deseja publicar na Internet e desconhece as linguagens técnicas quanto com o fato de que ele &#8220;permite a conexão direta&#8221; entre os políticos e os eleitores.</p>
<p>O entrevistado também cita a importância que o Twitter adquiriu em função de movimentos populares no Irã e no <a href="http://www.cnn.com/2008/TECH/04/25/twitter.buck/" target="_blank">Egito</a>, algo totalmente inesperado para os criadores da ferramenta.</p>
<p>Esses fatos desfazem a falsa noção de que as mensagens trocadas no Twitter não passam de trivialidades. Segundo Stone, muitos usuários trocam informações sobre o que ocorre em suas comunidades, o que pode incluir questões tão diversas quanto o trânsito e a violência urbana.</p>
<p>Para o futuro, ele indica o lançamento de contas para empresas com serviços agregados de interesse específico e uma maior integração entre as redes sociais.</p>
<p>Crente no crescimento contínuo de seu produto, Biz Stone afirma que a maior vantagem dele em relação a tecnologias mais tradicionais como o e-mail e as mensagens instantâneas está na liberdade oferecida ao usuário, que não se sente obrigado a responder todas as mensagens que lê.</p>
<p><a href="http://www.comunicar.pro.br/2009/10/18/biz-na-veja-o-futuro-do-twitter/" rel="bookmark">Biz na Veja: o futuro do Twitter</a> originally appeared on <a href="http://www.comunicar.pro.br">Tudo 2.0</a> on 18 de Outubro de 2009.</p>
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		<title>Internet e Campanha Eleitoral no Brasil</title>
		<link>http://www.comunicar.pro.br/2009/08/01/internet-e-campanha-eleitoral-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 23:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Obama explorou muito bem a Internet em sua campanha presidencial. Será que os políticos brasileiros terão o mesmo sucesso nas próximas eleições? A pesquisadora Vera Chaia, do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política (Neamp) da PUCSP, não apostaria nisso, como se pode concluir de sua entrevista à IstoÉ. A questão, além de socioeconômica, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Obama explorou muito bem a Internet em sua campanha presidencial.</p>
<p>Será que os políticos brasileiros terão o mesmo sucesso nas próximas eleições?</p>
<p>A pesquisadora Vera Chaia, do <a href="http://www.pucsp.br/neamp/" target="_blank">Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política</a> (Neamp) da PUCSP, não apostaria nisso, como se pode concluir de sua <a href="http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2073/artigo145556-1.htm" target="_blank">entrevista à IstoÉ</a>.</p>
<p>A questão, além de socioeconômica, é cultural.</p>
<p>Para começar, o reduzido número de brasileiros que têm acesso à Internet ainda não permite aos partidos abrir mão das mídias tradicionais (rádio e televisão) na apresentação de suas propostas.</p>
<p>Em segundo lugar, se as campanhas de mobilização on-line via redes sociais não resultam necessariamente em mudanças de comportamento (p. ex. mobilizações que cheguem às ruas), é pouco provável os candidatos consigam afetar as intenções de voto dos internautas.</p>
<p>Em terceiro, os brasileiros parecem usar a Internet com propósitos mais lúdicos &#8211; jogos, diversão, contato com amigos &#8211; do que políticos.</p>
<p><a href="http://www.comunicar.pro.br/2009/08/01/internet-e-campanha-eleitoral-no-brasil/" rel="bookmark">Internet e Campanha Eleitoral no Brasil</a> originally appeared on <a href="http://www.comunicar.pro.br">Tudo 2.0</a> on 1 de Agosto de 2009.</p>
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		<title>Ei, Twitter, o que você está fazendo?</title>
		<link>http://www.comunicar.pro.br/2009/07/22/ei-twitter-o-que-voce-esta-fazendo/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 00:12:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para uma ferramenta lançada em 2006, sem muito sucesso (DELFINI, 2009), até que ele vem surpreendendo, tanto na audiência quanto nos usos. Usuários Um estudo de 2008 (KRISHNAMURTHY, GILL e ARLITT, 2008) demonstrou que o Brasil estava na lista dos 10 países com maior presença no Twitter, mas foi apenas no primeiro semestre de 2009 que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para uma ferramenta lançada em 2006, sem muito sucesso (DELFINI, 2009), até que ele vem surpreendendo, tanto na audiência quanto nos usos.</p>
<p><strong>Usuários</strong><strong></strong><br />
Um estudo de 2008 (KRISHNAMURTHY, GILL e ARLITT, 2008) demonstrou que o Brasil estava na lista dos 10 países com maior presença no Twitter, mas foi apenas no primeiro semestre de 2009 que a ferramenta de fato se popularizou no país. Segundo o Ibope (FELITTI, 2009), o número de visitantes do Twitter no Brasil saltou de 344 mil em fevereiro deste ano para 677 mil em março, um aumento de quase 97%. E o perfil desses usuários já é conhecido: predominam homens adultos (entre 35 e 49 anos), solteiros, muitos com experiência em outras ferramentas de redes sociais.</p>
<p>As pesquisas indicam que eles conheceram a ferramenta por meio do velho boca a boca, e a usam para se ficar atualizados, trocar conteúdos e manter contato pessoal com amigos (BULLET, 2009; FELITTI, 2009).</p>
<p>Tal como ocorre nos blogs, os usuários do Twitter usam a ferramenta como fonte de informações confiáveis na busca de opiniões e dicas. Um número significativo desses usuários (87%), segundo pesquisa da Bullet, aprovou as dicas recebidas na rede social.</p>
<p>Proporcionalmente, entretanto, ainda há poucos usuários no país, contando apenas 3,9% do total estimado de 255 milhões de internautas. O potencial de crescimento é enorme e, a julgar pelos usos que vêm sendo dados à ferramenta, esse potencial poderá logo se converter em realidade.</p>
<p><strong>Uso Corporativo</strong><strong><br />
</strong>As grandes empresas, principalmente estrangeiras, têm demonstrado interesse  no potencial do Twitter. Segundo a revista Fortune, 36 das 100 maiores empresas de seu ranking já exploram a ferramenta de alguma forma (DELFINI, 2009).</p>
<p>Empresas de construção vêm aproveitando a popularidade da rede social para divulgar promoções exclusivas que acabam resultando em vendas (PACHECO, 2009). A audiência conquistada acaba por aumentar também a presença da marca das empresas a custo zero, o que pode se traduzir em resultados.</p>
<p>Para empresas como as corretoras de investimentos, que precisam ter agilidade no fornecimento de informações aos clientes, ter uma conta no Twitter representa um enorme diferencial competitivo (PACHECO, 2009).</p>
<p>Serviços de atendimento a clientes (SACs) de grandes empresas também já migraram para a ferramenta (BARIFOUSE, 2008).</p>
<p>Mesmo empresas preocupadas em apenas rastrear os movimentos do mercado a partir das opiniões dos consumidores têm a ganhar com a existência do Twitter, pois já existem ferramentas capazes de rastrear os comentários sobre seus produtos e serviços feitos pelos usuários da rede social (BARIFOUSE,2008). Para o presidente da agência DM9DDB, monitorar as redes sociais é uma forma de proteger os clientes, pois comentários feitos no Orkut e no Twitter, por exemplo, podem &#8220;derrubar uma marca ou destruir uma promoção&#8221; (VALENTE, 2009).</p>
<p>Outro uso possível do Twitter é a formação de redes internas nas empresa para estímulo às inovações, fez a IBM com o lançamento da Blue Twit (BARIFOUSE, 2008).</p>
<p>Os benefícios também existem para quem busca emprego, pois algumas consultorias de RH já têm suas contas no Twitter para oferta de vagas (PACHECO, 2009).</p>
<p><strong>Uso Social</strong><strong><br />
</strong>O Twitter tem começado a despontar como ferramenta de mobilização. Vários cidadãos organizados já veem a possibilidade de usar a rede social para, por exemplo, partilhar informações que garantam a circulação segura em vias públicas de grandes cidades (GERBASE, 2009).</p>
<p>A ferramenta também vem sendo empregada por motoristas para criar uma rede de informações sobre as condições do trânsito, o que poderá facilitar o fluxo em regiões críticas das metrópoles (O TRÂNSITO, 2009).</p>
<p><strong>Twitter na Política</strong><strong></strong><br />
Dois grandes eventos da política internacional demonstraram o poder do Twitter: a eleição de Barack Obama nos Estados Unidos em 2008 e a crise no Irã após as eleições de 2009.</p>
<p>A campanha de Obama, embora não tenha sido a primeira na história da política americana a explorar as tecnologias de redes sociais, foi a primeira a fazê-lo de forma abrangente (várias tecnologias) e criativa (NATIONS, s.d).</p>
<p>No caso do Irã, a divulgação dos resultados da eleição de 2009 deflagrou protestos que, durante algum tempo, contaram com a cobertura da imprensa internacional. Quando os jornalistas internacionais começaram a ser censurados e mesmo expulsos do país, coube aos internautas iranianos enviar para fora, via Twitter, o relato dos fatos que ocorriam diariamente em seu país (PEREIRA, 2009).</p>
<p>Um estudo estimou que, entre 7 (período pré-eleitoral) e 26 de junho, pouco mais de dois milhões de mensagens foram publicadas na rede social (BLANCO, 2009). A possibilidade de publicar mensagens a partir de telefones celulares contribuiu para que os relatos sobre a crise continuassem a ser divulgados mesmo sob risco de bloqueio no acesso à Internet a partir do país.</p>
<p>China, Moldávia e Guatemala engrossam a lista de países com regimes &#8216;linha-dura&#8217; que também  tiveram de enfrentar o poder do Twitter.</p>
<p><strong>Twitter vs. Mídias Tradicionais</strong><strong></strong><br />
O Twitter, mais do que os blogs, demonstrou o poder democrático das redes sociais na disseminação da informação. A exigência de concisão (publicar com até 140 caracteres) e a facilidade de uso deram à ferramenta um apelo irresistível, pois qualquer usuário passou a poder tornar-se &#8216;jornalista e editor&#8217; de seu próprio veículo informativo. (ALBUQUERQUE, 2009)</p>
<p>Uma das principais críticas que se faz ao Twitter, bem como às demais redes sociais, tem a ver com a credibilidade (BLANCO, 2009), a qual, para alguns estudiosos, só é garantida pelos veículos tradicionais e já estabelecidos, que &#8220;conseguem processar relatos, debates, pensamentos com independência dos poderes constituídos&#8221; (BUCCI, 2009).</p>
<p><strong>Referências</strong><strong></strong><br />
ALBUQUERQUE, A. de. Tocqueville vai ao Twitter. <em>O Globo,</em> Rio de Janeiro,  18 jul. 2009. p.3.</p>
<p>BARIFOUSE, D. O que você está fazendo? In: <em>Época Negócios</em>. Outubro 2008. p. 30.</p>
<p>BLANCO, S. Twitter não basta para revolução. <em>El País</em>. 10 jul. 2009.</p>
<p>BUCCI, E. Entrevista. <em>O Globo</em>. Rio de Janeiro, 18 jul. 2009,  p.2.</p>
<p>BULLET. Twitter Brasil. Disponível em: &lt;http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/files/615/2009/06/pesquisa_twitter.pdf&gt;. Data de acesso: 17 jul. 2009</p>
<p>DELFINI, L. Twitter: O que você está fazendo? <em>Locaweb</em>, São Paulo. Edição 16, Jul. 2009, p. 34-43</p>
<p>FELITTI, G. Tráfego do Twitter cresce 96,8% em março no Brasil. <em>IDG Now</em>. Disponível em: &lt;http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/04/13/trafego-do-twitter-cresce-96-8-em-marco-no-brasil-afirma-ibope/&gt;. Data de acesso: 17 jul. 2009.</p>
<p>GERBASE, F. Moradores de Botafogo criam movimento para conter violência. <em>O Globo</em>, Rio de Janeiro, 12 jul. 2009,  p.15.</p>
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<p><a href="http://www.comunicar.pro.br/2009/07/22/ei-twitter-o-que-voce-esta-fazendo/" rel="bookmark">Ei, Twitter, o que você está fazendo?</a> originally appeared on <a href="http://www.comunicar.pro.br">Tudo 2.0</a> on 22 de Julho de 2009.</p>
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