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Orkut x Facebook – novo round na guerra

Matéria da Revista Época desta semana explica o motivo da recente reforma por que passou a rede social Orkut: é mais um capítulo da guerra que com o concorrente Facebook. O alvo da reforma são países como Brasil e Índia, onde o Orkut ainda é a rede social mais popular.

No Brasil, com seus 50 milhões de usuários, o Orkut é favorito absoluto, mas não se pode desprezar o crescimento do Twitter, que em setembro registrava 9,2 milhões de usuários.

O Facebook talvez ainda seja uma rede ‘da elite’, mas saltou de 500 mil para 5,3 milhões de usuários desde o início deste ano.

A guerra promete ser duradoura.

FERRARI, B. Orkut para exportação. Época. Nº 598. 2 nov. 2009. p. 90

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Facebook dá as caras

A visita de Mark Zuckerberg ao Brasil em agosto foi parte da estratégia do executivo do Facebook de conhecer os países onde sua ferramenta começa a despontar nas estatísticas de usuários. Isso é o que se declara em matéria publicada na revista Época Negócios deste mês.

Levando em conta a facilidade dos brasileiros para aderir às redes sociais, e que o número de usuários no país chegou a 1,3 milhão recentemente, concluímos que essa visita foi coberta de segundas intenções.

Os números impressionam: com 250 milhões de usuários, 70% deles fora dos Estados Unidos, o Facebook é a maior rede do mundo, posição que alcançou em agosto de 2008 após desbancar a líder MySpace. Só no primeiro semestre deste ano, 100 milhões de novos perfis foram criados – quase a população do México. Diariamente, mais de um bilhão de fotos são publicadas na ferramenta, o que a torna a maior fonte de compartilhamento de imagens existente.

Seu sucesso crescente é explicado, entre outros motivos, pela possibilidade de adaptação do ambiente ao vários idiomas (o que o Twitter ainda não permite) e de agregação de aplicativos desenvolvidos por terceiros, o que a empresa, inclusive, incentiva por meio de um fundo de US$ 10 milhões.

Empresas como Coca-Cola, Ford, Pepsi, Unilever e Ernst & Young marcam presença com propósitos que vão do monitoramento de imagem, passando por atendimento ao consumidor e chegando ao recrutamento de pessoal. Segundo a empresa, 80% dos maiores anunciantes americanos estão literalmente na sua rede.

No Brasil, país onde mais se passa tempo na Internet e onde 87% dos internautas têm perfis em redes, a porta não está tão aberta. Aqui – como também na Índia – o terreno, como se sabe, é dominado pelo Orkut, mais simples, mais popular e associado ao igualmente popular Google. Mesmo o Twitter tem mais presença, principalmente quando se fala em empresas.

O desafio de Zuckerberg é grande, bem como sua meta de desbancar os buscadores – leia-se Google – oferecendo a filtragem social em substituição aos sofisticados algoritmos de busca.

BARIFOUSE, R. Ele é o futuro da internet? In: Época Negócios. Setembro 2009. p. 100-117.

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Onde as classes se encontram

Segundo pesquisa sobre hábitos na Internet feita pelo Instituto Informa sob encomenda da agência Binder/FC+M, as diferenças entre as classes sociais no Brasil tendem a se reduzir quando o assunto é uso de mídias sociais pelos jovens.

Dos cerca de 500 rapazes e moças brasileiros de 27 capitais consultados, o uso do Orkut está nos hábitos de 20% da classe A e 15% da classe C, sendo que o site social empata nas duas classes como o mais visitado em 63%, disparado acima do YouTube (A: 8%; C:10%).

Mas as diferenças se insinuam de outras formas:

  1. Uma vez que o Orkut se tornou extremamente popular, a classe média alta começa a migrar para o Facebook a fim de buscar alguma diferenciação;
  2. O significado atribuído pelos jovens ao fato de estarem na rede também varia em função da classe: para a classe A é uma oportunidade de autoexpressão, enquanto que a classe C é uma forma de crescimento pessoal;
  3. A classe A (21%) lê mais na rede do que na C (14%), sendo que os blogs são mais lidos por jovens da região Sudeste (15%).

Fonte: BALBIO, M. Encontro de geração. Revista O Globo. 30 ago. 2009. p. 20-21.

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Redes em Guerra

A competição entre as redes sociais, ou melhor, entre as empresas por trás delas, tem aumentado de forma perceptível nos últimos meses.

Mark Zuckerberg, criador do Facebook, acabou de visitar o Brasil, único país onde o Orkut, rede social do Google, é soberana, contando com mais de 35 milhões de usuários.

O Twitter, rede existente desde 2006 que só neste ano alcançou destaque, tem apenas 32 milhões de usuários, nem chegando perto dos 250 milhões do Facebook, mas vem crescendo muito rapidamente.

Para Maurício Moraes, a visita de Zuckerberg talvez não traga resultados significativos, pois o Facebook, com seus critérios de privacidade e aplicativos embutidos, não traz nenhuma novidade que o Orkut já não ofereça, logo a vitória dessa guerra, no Brasil, provavelmente será do Google.

Mas é justamente com o Google, a ferramenta de busca, e não com o Orkut, que o Twitter parece estar concorrendo. Pelo menos é isso que se deduz da reformulação recente por que passou a página inicial dessa rede.

Agora, ela privilegia as buscas. Como se sabe que o diferencial do Twitter em relação ao Google é significativo – ele tem sua própria base de dados e permite a obtenção de resultados oriundos de filtragem social e quase em tempo real – a empresa de Brin e Page terá novamente de inovar no quesito buscas relevantes.

Por fim, um novo entrante se insinua: o Yahoo! sinalizou a intenção de lançar sua própria ferramenta de microblogging.

Uma batalha como nunca antes se viu parece surgir no horizonte, só que, desta vez, parece que nós teremos muito a ganhar.

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