Internet e Campanha Eleitoral no Brasil
Obama explorou muito bem a Internet em sua campanha presidencial.
Será que os políticos brasileiros terão o mesmo sucesso nas próximas eleições?
A pesquisadora Vera Chaia, do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política (Neamp) da PUCSP, não apostaria nisso, como se pode concluir de sua entrevista à IstoÉ.
A questão, além de socioeconômica, é cultural.
Para começar, o reduzido número de brasileiros que têm acesso à Internet ainda não permite aos partidos abrir mão das mídias tradicionais (rádio e televisão) na apresentação de suas propostas.
Em segundo lugar, se as campanhas de mobilização on-line via redes sociais não resultam necessariamente em mudanças de comportamento (p. ex. mobilizações que cheguem às ruas), é pouco provável os candidatos consigam afetar as intenções de voto dos internautas.
Em terceiro, os brasileiros parecem usar a Internet com propósitos mais lúdicos – jogos, diversão, contato com amigos – do que políticos.