O vídeo de casamento de Jill e Kevin foi postado no YouTube e se tornou um sucesso de audiência (14.728.141 exibições até hoje).
Não fosse o vídeo interessante em si pela alegria do casal e dos presentes à cerimônia, ele também é interessante porque mostra que nem tudo no argumento de Andrew Keen sobre as redes sociais estarem matando nossa cultura, economia e valores está correto – se é que há, de fato, algo correto nos argumentos dele.
O fato é que a música dançante que toca na cerimônia (Forever) é de Chris Brown e, muito provavelmente, não teve sua execução autorizada para aquele tipo de evento.
A gravadora poderia ter exigido que o YouTube removesse o vídeo por uso não-autorizado de material protegido por direitos autorais.
Mas ela não fez isso. Ela simplesmente acrescentou uma camada de anúncio sobre o vídeo – uma funcionalidade recente no YouTube – com links para vender a canção na Amazon e na iTunes. O sucesso da iniciativa não demorou a aparecer e superou resultados esperados.
Nada mal para uma tecnologia que ‘incentiva amadores a burlar direitos autorais’. A gravadora de Chris Brown, pelo menos, viu valor nela.
OBS.: Post baseado em matéria de Jay Rosen no Open Salon.
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Usos do Twitter - (c) José Paulo de Araújo
Para justificar esse esquema, encontrei os seguintes exemplos:
- Comunicação Pessoal: manutenção de vínculo entre amigos e conhecidos, mas também para acompanhamento da vida de personalidades;
- Pesquisa: busca de informações, com propósitos pessoais, acadêmicos ou profissionais, e as vantagens de obter resultados filtrados por uma rede social e com atualização em tempo real;
- Marketing: uso corporativo para monitoramento de imagem, divulgação de marca, oferta de promoções;
- Publicação: clipping (geralmente) com direcionamento para outras fontes por meio de links curtos (tiny URLs).
Já que não custa nada, me arrisco no embaraçoso mundo da futurologia: o Twitter poderá se tornar uma ‘über rede social’ agregadora de funcionalidades customizáveis que permitirão aos usuários executar atividades variadas (sociais, profissionais, acadêmicas, lúdicas) a partir de um ponto central.
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Este blog é o resultado das reflexões feitas com os colegas da empresa no curso de Introdução à Gestão do Conhecimento do Crie (Coppe-UFRJ).
Na última aula (não a final, mas a mais recente), o professor Nepô, cujo blog está na minha lista de favoritos à direita, fez uma provocação para que experimentássemos as novas tecnologias sociais disponíveis. Foi como se ele tivesse dito: ‘evite dizer que não gostou de um livro que nem mesmo leu!’
Já estive no Orkut por algum tempo, ainda não tenho Twitter, nunca fiz wiki, mas vou aceitar o desafio de entender um pouco melhor algumas dessas tecnologias. Decidi começar pelo blog, a mais estável delas.
Para mim, o grande benefício desse curso é a ‘sacudida mental’. Além de nos fazer pensar em gestão do conhecimento, os professores nos estimulam a pensar no que vem acontecendo no mundo desde que esse fator de produção começou a ser encarado como mais seriedade.
Este blog também resulta de leituras recentes sobre as mudanças que vêm ocorrendo em minha área de especialidade – a Linguística Aplicada. Antes, definíamos nosso foco de investigação como a busca de soluções para problemas relacionados ao uso da linguagem. Agora, a tendência tem sido a problematização e busca de inteligibilidades sobre os problemas com que nos defrontamos.
Nesse sentido, eu diria que o ‘problema’ (não necessariamente algo a ser eliminado) seria a compreensão das formas como esse mundo 2.0 vem modificando nossas formas de conviver, trabalhar e aprender. Esse é o problema ao qual pretendo me dedicar.
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