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Um Twitter na Escuridão

No incidente de 10 de novembro, que deixou 18 Estados às escuras, o Twitter demonstrou, mais uma vez,  seu potencial como ferramenta de informação em tempo real. Pelo menos isso ficou muito claro (sem trocadilhos) para mim.

Impossibilitado de me conectar, assim que desconfiei que a falta de energia era mais do que apenas um problema no bairro, liguei o rádio do celular e passei a acompanhar uma das estações que ainda estava no ar. Era uma das que transmitem notícias 24 horas. O assunto, claro, não poderia ser outro que não o ‘apagão’ (depois rebatizado como blecaute).

O mais interessante foi poder saber, em tempo real, o que acontecia em meu Estado, em São Paulo, no Paraná, no Rio Grande do Sul, na Bahia etc. graças às curtas mensagens de 140 caracteres que outros ouvintes postavam no perfil da rádio naquele momento.

Os jornalistas mal coneguiam acompanhar a enxurrada de mensagens e frequentemente informavam que iam atualizar a página. Cada ação dessas trazia dezenas de novas mensagens, algumas desmentidas nos minutos seguintes à medida que os fatos evoluíam (ou não) e o problema começava a ser resolvido.

Era angustiante saber que grande parte do país estava às escuras e pensar que conhecidos poderiam estar presos em elevadores ou desorientados nas ruas, mas era também reconfortador saber que algumas cidades já começavam a ter o fornecimento normalizado.

Essa data ficará marcada para mim. Quando me perguntarem o que eu estava fazendo na hora do apagão/blecaute de 10 de novembro de 2009, eu direi que estava ‘ouvindo’ o Twitter no celular.

Parabéns à equipe da Bandnews FM pela cobertura!

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Por que tuítam os famosos?

A Revista da TV do Jornal O Globo traz hoje uma matéria sobre os famosos que têm perfil no Twitter. O título da matéria parece já responder a pergunta que faço: eles querem ter contato mais direto com seus fãs.

William Bonner, âncora do Jornal Nacional, tem um perfil com mais de 190 mil seguidores cujas mensagens apresentam alguém bem diferente do jornalista sério que ele já provou ser. Em um post recente, ele declarou:

“No Twitter, eu me divirto muito com essa bobagem que escrevo. e vejo que muitos de vocês também se divertem e se surpreendem.”

Sobre o motivo de não ter (também) um blog, ele afirmou:

“Mas isso é twitter. Mensagens curtas, descompromissadas. Um blog seria insuportável, só com essas brincadeiras. Não sou humorista.”

Mas há famosos para quem o contato com fãs pode render resultados profissionais. Os humoristas, por exemplo, costumam testar antes com seus seguidores as piadas que contarão em shows e programas.

E há os que exploram seus perfis com fins mais obviamente comerciais, recebendo para exibir publicidade, o que nem sempre é uma prática vista com bons olhos.

BRAVO, Z. Contato direto e imediato. Revista da TV. Domingo, 1º nov. 2009. p. 16.

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O Twitter da Lei Seca

O Twitter da Lei Seca, com mais de 14 mil seguidores, foi criado para avisar motoristas dos locais onde ocorrem as blitzen organizadas para reprimir a direção sob efeito de álcool.

A iniciativa, que começou no Rio de Janeiro e vem sendo adotada em outras cidades do país, não constitui crime e pode até ser vista como uma contribuição para a sociedade, pois previne grandes transtornos no trânsito nos locais onde as blitzen ocorrem.

Mas será ética?

BRISOLLA, F. Siga-me. Revista O Globo. 1º dez. 2009. p 18-19 [leia em PDF]

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Orkut x Facebook – novo round na guerra

Matéria da Revista Época desta semana explica o motivo da recente reforma por que passou a rede social Orkut: é mais um capítulo da guerra que com o concorrente Facebook. O alvo da reforma são países como Brasil e Índia, onde o Orkut ainda é a rede social mais popular.

No Brasil, com seus 50 milhões de usuários, o Orkut é favorito absoluto, mas não se pode desprezar o crescimento do Twitter, que em setembro registrava 9,2 milhões de usuários.

O Facebook talvez ainda seja uma rede ‘da elite’, mas saltou de 500 mil para 5,3 milhões de usuários desde o início deste ano.

A guerra promete ser duradoura.

FERRARI, B. Orkut para exportação. Época. Nº 598. 2 nov. 2009. p. 90

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Senadores que tuítam

Publiquei aqui, há algumas semanas, um texto em que afirmava que nossos políticos estão mais acostumados a se comunicar pelas mídias tradicionais, que exploram o formato um-para-muitos, do que pelas modernas mídias sociais, cuja natureza pede o diálogo aberto e sem limitações.

Pois o Webinsider publicou na semana passada um texto do consultor Alvaro Lins em que se afirma que nossos senadores ainda não acertaram o tom no uso da rede social mais falada do momento: o Twitter.

Fiquei curioso e decidi investigar mais a fundo a questão para saber se, de fato, não teria havido alguma evolução no perfil de uso da rede social por esses representantes do povo. Para isso, analisei o perfil de cada um dos senadores nomeados na matéria do consultor com auxílio do Twitalyzer.

Concentrei-me nos seguintes aspectos avaliados pela ferramenta:

Relação Sinal-Ruído: Tem a ver com a qualidade da informação publicada. Quanto maior essa qualidade, isto é, quanto menos trivial ela for, maior o poder de influência de quem a publica. Leva-se em conta neste aspecto o envio de mensagens a outros usuários, identificado pelo uso do ‘@’; a recomendação de sites que devem ser visitados, identificados por suas URLs; a marcação de palavras-chave por meio de ‘#; o encaminhamento (retuitar) de mensagens de terceiros, identificado pelo uso de RT ou ‘via.

Generosidade: Tem a ver com disposição para recomendar aos seguidores informações consideradas relevantes e de passar ideias adiante. Esse aspecto é assinalado pela relação entre as mensagens retuitadas por um usuário e o total de mensagens por ele enviadas.

Velocidade: É simplesmente a frequência com que o usuário publica novas mensagens.

Acesso: Tem a ver com as chances que o usuário tem de ser citado por outros.

Esses aspectos combinados demonstram o quão influente um usuário pode ser em determinado momento. Como eles são baseados em fatores que podem sofrer alterações, seus valores relativos também variarão com o tempo.

Uma vez que meu objetivo não era avaliar a influência dos senadores que têm perfil no Twitter, mas apenas verificar se estariam fazendo bom uso dessa rede social, atribuí maior importância aos três aspectos iniciais, mas também analisei o último.

Todos os perfis avaliados tiveram um resultado geral comum:

Baixa relação sinal-ruído: Isso quer dizer que nossos representantes (79%) vêm realmente fazendo um mau uso do Twitter, provavelmente publicando notas autopromocionais (‘chapa branca’ no jargão jornalístico), que devem ser publicadas também no Jornal do Senado, e, portanto, têm baixa relevância para o usuário da rede social.

Baixíssima generosidade: Em outras palavras, eles não demonstram que se interessam por seus seguidores, pois não lhes enviam ou encaminham conteúdos que possam ser de interesse.

Lentidão: Eles não parecem se preocupar de manter seus potenciais seguidores supridos de informações frescas, pois publicam infrequentemente.

Baixísimo acesso: Apenas um senador dos pesquisados apresentou índice superior a 50%, o que talvez possa ser avaliado como um indicador de sua confiabilidade perante os usuários do Twitter.

Se levarmos em conta que o usuário dessa rede social é basicamente um formador de opinião, nossos senadores estão perdendo uma enorme oportunidade de ouvir os anseios de parcela relevante de nossa sociedade e, mais importante, de realmente se comunicar com ela.

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